- Organizações nacionais e internacionais lançaram um plano de ação para conservar o papa-figo-javanês (*Cissa thalassina*) em seu habitat natural, diante do risco de extinção.
- A espécie é endêmica das florestas de montanha de Java Ocidental e pode haver apenas cerca de 50 indivíduos ainda vivos na natureza.
- A trapaça e a caça para o comércio de passeriformes, além da perda de hábitat, contribuíram para o declínio populacional e extinções locais.
- O plano, elaborado por 48 especialistas, prevê proteção do habitat, envolvimento de comunidades locais no combate à captura e fortalecimento da fiscalização do comércio ilegal ao longo de dez anos.
- Espera-se que o governo transforme o plano em uma ação estratégica nacional, com programas de translocação para reforçar as populações remanescentes e a cooperação com centros de reprodução em zoológicos.
A javã verde magpie, espécie endêmica das florestas montanas da província de West Java, está sob risco crítico de extinção. Um plano de ação, apoiado por organizações nacionais e internacionais, visa protegê-la no habitat natural. A mobilização envolve conservação de habitat e combate ao tráfico de aves canoras.
A população na natureza pode ficar em torno de 50 indivíduos, segundo avaliações recentes. A perda de habitat e a caça para o comércio de aves são fatores que empurraram a espécie para o limiar da extinção. A espécie é conhecida localmente como ekek geling.
Entre 2018 e 2021, pesquisas em 12 áreas antes povoadas não registraram a presença da ave, elevando o alerta. Um estudo de 2023 indica que o comércio ilegal atingiu níveis preocupantes, mesmo diante de proteção oficial desde 2019.
Plano de ação
O plano foi desenvolvido e aprovado por 48 especialistas em aves da região, com participação do governo indonésio. Em 10 anos, prevê proteção do habitat de montanha, engajamento de comunidades locais e endurecimento de medidas contra o tráfico.
Conservação envolve também translocações para reforçar as populações remanescentes. Centros no Cikananga Wildlife Center, na Indonésia, e institutos europeus já criaram mais de 130 aves em cativeiro como reserva genética.
Especialistas destacam que o envolvimento comunitário é crucial para o sucesso das estratégias. A aceitação local pode reduzir pegadas de caça, fortalecendo a proteção da espécie no cotidiano.
A adoção de ações pode beneficiar outras espécies ameaçadas, como o rufous-fronted laughingthrush, além de ecossistemas montanos. O objetivo é manter a jangada genética da espécie e preservar o ambiente para gerações futuras.
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