Um tribunal da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol a 18 meses de prisão por violar a lei eleitoral durante a campanha de 2022. A corte concluiu que ele fez declarações falsas sobre relações pessoais investigadas na época da disputa. Caso a decisão seja confirmada em instâncias superiores, o Partido do Poder […]
Um tribunal da Coreia do Sul condenou o ex-presidente Yoon Suk Yeol a 18 meses de prisão por violar a lei eleitoral durante a campanha de 2022. A corte concluiu que ele fez declarações falsas sobre relações pessoais investigadas na época da disputa.
Caso a decisão seja confirmada em instâncias superiores, o Partido do Poder Popular, legenda de Yoon, poderá ser obrigado a restituir 39,7 bilhões de wons, que equivalem a US$ 27,1 milhões. O valor foi recebido como reembolso de gastos de campanha pago pela Comissão Eleitoral Nacional após a vitória do então candidato.
De acordo com o Tribunal Distrital Central de Seul, Yoon negou publicamente ter apresentado um advogado a um antigo funcionário da Receita Federal, e afirmou que nem ele nem a esposa, Kim Keon Hee, haviam se encontrado com o xamã Jeon Seong-bae. Os dois relacionamentos haviam sido investigados durante a campanha.
Os magistrados acataram os argumentos da acusação de que Yoon efetivamente apresentou o advogado ao ex-funcionário e mantinha vínculo antigo com o xamã, a quem teria conhecido por intermédio da própria esposa. Na decisão, os juízes destacaram que, quando um candidato divulga informações inverídicas em ocasiões públicas de grande visibilidade, como debates e entrevistas, o impacto sobre a escolha dos eleitores é considerável.
Yoon nega ter cometido qualquer irregularidade e vai recorrer da sentença desta segunda-feira (27), informou seu advogado em nota.
A legislação eleitoral sul-coreana prevê reembolso das despesas de campanha pelo estado quando o candidato à presidência vence o pleito ou obtém ao menos 15% dos votos. Se esse candidato for posteriormente condenado a pena que anule o resultado da eleição, como prisão ou multa igual ou superior a 1 milhão de wons, a legenda precisa devolver o valor recebido.
O ex-presidente responde ainda a outros processos criminais, entre eles uma acusação de insurreição ligada à decretação de lei marcial em dezembro de 2024. Em fevereiro, uma instância inferior já o havia condenado à prisão perpétua nesse mesmo caso.
Lula recebe atual presidente sul-coreano
Enquanto Yoon Suk Yeol enfrenta a condenação em Seul, o atual presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, cumpre agenda oficial no Brasil. Nesta segunda-feira, ele participa de cerimônia de chegada ao Palácio da Alvorada, seguida de reunião ampliada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinatura de atos bilaterais e declaração conjunta à imprensa.
À noite, a comitiva sul-coreana segue para o Palácio Itamaraty, onde está prevista fotografia oficial e recepção em sua homenagem.
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