- Derramamento de óleo e petroquímicos atinge pelo menos 193 mil barris em áreas úmidas e costeiras após o furacão Katrina; mais de quarenta vazamentos foram registrados, quatro acima de cem mil galões, em locais no Louisiana e próximo ao Mississippi River.
- Os pontos mencionados incluem Murphy Oil Corporation em Meraux, Bass Enterprises Production Company em Cox Bay, Shell em Pilot Town e Chevron em Empire, todos próximos ao leito do Mississippi.
- A magnitude do derramamento aproxima-se do ocorreu em Exxon Valdez, em 1989, quando foram vazados 240 mil barris de petróleo no Príncipe William Sound, no Alasca.
- O danos ecológicos ainda não foram totalmente avaliados; a Agência de Peixes e Vida Selvagem da Louisiana estima até 1,1 bilhão de dólares em perda de receita com pesca varejista no próximo ano.
- Estudos indicam que, embora o petróleo cru tenha impacto menor a longo prazo, os petroquímicos refinados podem causar danos mais severos aos pântanos; os wetlands já estavam debilitados por obras de controle de enchentes e dutos que permitiram a entrada de água salgada.
O Ministério da Guarda Costeira informou que, após o furacão Katrina, pelo menos 193 mil barris de petróleo e outros petroquímicos foram derramados em áreas úmidas e zonas costeiras. A turbina rompeu dutos, danificou instalações de armazenamento e plantas de produção química.
Mais de 40 vazamentos foram registrados, sendo quatro com volumes superiores a 100 mil galões. Os locais incluem Murphy Oil Corporation em Meraux, Louisiana; Bass Enterprises Production Company em Cox Bay; Shell em Pilot Town; e Chevron em Empire, todos próximos a trechos do rio Mississippi.
A magnitude dos derramamentos aproxima-se do maior desastre petrolífero estatal registrado nos EUA, o rompimento do Exxon Valdez, em 1989, com cerca de 240 mil barris. A avaliação ambiental completa pode levar meses, segundo autoridades e especialistas.
O estado da Louisiana já estima perdas expressivas no setor pesqueiro: cerca de 1,1 bilhão de dólares em receitas de varejo do setor ao longo do próximo ano. Cientistas citados pelo The Wall Street Journal apontam que, embora o crude tenha menor dano potencial a longo prazo, os petroquímicos refinados — diesel, óleo combustível e gasolina — podem causar danos maiores às zonas úmidas.
Observa-se que as áreas úmidas da região já vinham sofrendo com esforços de controle de cheias no baixo Mississippi desde a década de 1920, o que agrava o quadro de erosão natural. A dredging de milhares de quilômetros de canais em meio século facilitou a entrada de água salgada em pântanos e áreas alagáveis, contribuindo para o declínio dos ecossistemas.
Especialistas destacam que a perda de ecossistemas de marshes pode ter aumentado o impacto de Katrina, ampliando as cristas de ondulações ao se apresentar em maior intensidade. Estudos indicam que, para cada milha quadrada de marshes perdida, o avanço de ondas de tempestade pode aumentar em cerca de 1 pé.
A imprensa econômica aponta que a consequência ecológica se soma a pressões históricas sobre a região, que sofre com a redução das áreas de proteção costeira. O Katrina deixa um marco para a gestão das zonas úmidas e para futuras ações de mitigação de desastres.
Este artigo baseia-se em informações e dados do Coast Guard e do The Wall Street Journal.
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