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Stone VIK cria nova categoria de vinhos?

VIK apresenta Stone VIK, vinho de envelhecimento circular que associa terroir a técnicas inovadoras, incluindo amforas feitas com argila local

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  • A VIK, vinícola chilena, lançou Stone VIK, descrevendo-o como uma “vinha circular” e a primeira de seu tipo no mundo.
  • A estratégia inclui três inovações conectadas ao terroir: barroir (madeiras de carvalho tostadas com madeira de roble da própria vinha), fleuroir ( levedas locais, com uso de flores da propriedade) e amphoir (amaras de clay de 675 litros feitas localmente).
  • Quase toda a folha de 320 hectares está dedicada à biodiversidade, com parte do terreno preservada para influenciar o processo de fermentação e maturação.
  • O envelhecimento de Stone VIK ocorreu em um sítio específico a mil metros de altitude, com amforas enterradas no círculo natural, orientadas por critérios astrológicos e observed por especialistas, incluindo geólogo e xamã.
  • A produção resulta em um vinho vintage maturado em cerca de doze meses, usando cabernet franc como varietal principal com cabernet sauvignon e carmenère, e compara a qualidade ao vinho principal da casa, que requer mais tempo de cave.

Stone VIK, no Vale do Cachapoal, Chile, lança Stone VIK como uma prática de “vinho circular”. A ideia é capturar o sabor mais puro do terroir, sem depender apenas de barris franceses. O projeto culmina na primeira edição do vinho, em 2024.

A equipe, liderada pelo enólogo Cristian Vallejo, questionou o uso tradicional de carvalho. A meta foi manter a expressão do lugar, integrando recursos naturais da vinha. O resultado é um vinho que vai além da prática tradicional de envelhecimento.

A produção envolve toda a vinha da VIK, que soma cerca de 320 ha. Parte das instalações e processos foi adaptada para refletir o terreno e o ecossistema local. A proposta é fechar o círculo entre natureza e envelhecimento.

Barroir: barris com madeira própria

A primeira inovação redefine o regime de carvalho. Os barris passam a receber tosta com madeira de roble da própria propriedade, obtida de árvores caídas no local. Staves novas e velhas são tratadas para incorporar sabores locais.

Fleuroir: leveduras da paisagem

A segunda mudança envolve leveduras. Em vez de apenas leveduras nativas, o programa fleuroir utiliza flores locais para enriquecer o fermento. A intenção é incorporar a diversidade da paisagem na fermentação.

Amphoir: talhas de barro locais

A terceira aposta utiliza solo local para fabricar talhas de 675 litros. Chamadas amphoir, elas promovem micro-oxigenação e contato direto com a geologia, sem sabores de carvalho, preservando o terroir.

Stone VIK: envelhecimento na natureza

O vinho é maturado em uma clareira natural a 1.000 metros de altitude. Cinco talhas foram enterradas em posição astrológica para envelhecimento. Cada variedade (Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Carmenère) envelheceu separadamente.

Críticas ao conceito não aparecem: Vallejo aponta Stone VIK como uma evolução de práticas, buscando qualidade em um ano de vinificação. O objetivo é demonstrar que o terroir pode ditar o perfil do vinho de forma integrada.

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