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Mar não está pra peixe #5: tempestade perfeita encerra a temporada

Pontos de não retorno no oceano podem acionar mudanças irreversíveis; áreas protegidas ajudam, mas metas internacionais ainda não foram alcançadas

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  • Áreas protegidas marinhas são importantes para conservação e uso sustentável, mas não resolvem tudo; ainda faltam ações para cumprir metas internacionais e evitar pontos de não retorno.
  • Pontos de inflexão (tipping points) são mudanças irreversíveis em sistemas naturais, como mortalidade de corais e alteração das correntes do Oceano Atlântico.
  • O relatório Global Tipping Points, de dezembro de 2023, alerta que evitar esses choques de forma justa deve guiar um novo frame de governança global.
  • O quinto episódio do podcast O Mar Não Está Pra Peixe, do Jornal da USP com apoio do Instituto Serrapilheira, discute o tema; disponível no site do Jornal da USP e nas plataformas de áudio.
  • Metas internacionais para proteger o oceano, como 30% até 2030, ainda estão distantes (8% atualmente); áreas protegidas bem gestidas podem maximizar a conservação da biodiversidade marinha, com exemplos positivos como o mosaico de áreas protegidas em São Paulo.

O quinto episódio do podcast O Mar Não Está Pra Peixe discute a “tempestade perfeita” na conservação marinha. Produtora pelo Jornal da USP, a série conta com apoio do Instituto Serrapilheira e aborda impactos humanos sobre ecossistemas oceânicos.

O tema central é a crise climática e o risco de pontos de inflexão no mar, também chamados de tipping points. Cientistas alertam para consequências irreversíveis caso não haja governança global eficaz.

Um dos enfoques é a importância das áreas protegidas para a biodiversidade marinha, embora ressaltando que não funcionam sozinhas sem gestão adequada. O episódio destaca avanços e limites atuais.

Tempestade perfeita e limites da proteção

O podcast cita metas internacionais, como proteger 30% do oceano até 2030, ainda distantes de serem alcançadas. Hoje, a proteção global fica em torno de 8%, e estudos apontam eficiência quando bem geridas.

Como exemplo positivo, é citado o mosaico de áreas protegidas em São Paulo, que favoreceu o retorno de megafauna marinha no primeiro semestre.

As informações são apresentadas com dados da comunidade científica e de acordos internacionais, sem apontar soluções únicas. A produção está disponível no site do Jornal da USP e nas plataformas de áudio.

Episódios seguintes e datas

  • 4/7 — Episódio 1: Em águas quentes
  • 18/7 — Episódio 2: Entre a rede e o anzol
  • 1º/8 — Episódio 3: Afogando em plásticos
  • 15/8 — Episódio 4: Destruição à beira-mar
  • 29/8 — Episódio 5: Tempestade perfeita

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