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Turismo de onças no Pantanal exige regras novas para evitar colapso, diz estudo

Turismo de onça em Porto Jofre, Pantanal, pode colapsar sem regras; estudo recomenda grupos menores, controle de informações e regras bem definidas para proteger fauna e a economia

Jaguar siblings in Porto Jofre in the Brazilian Pantanal. Image by Bernard Dupont via Flickr (CC BY-SA 2.0).
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  • O turismo de jaguais em Porto Jofre, Pantanal, no oeste do Brasil, está tão intenso que pesquisadores dizem que são necessárias novas regras para evitar o colapso do modelo.
  • O Pantanal abriga entre quatro mil e seis mil jaguares, com Porto Jofre concentrando a maior densidade mundial desde o início do turismo na região.
  • Entre 2013 e 2023, o número de jaguares acostumados à presença humana subiu de 29 para 130.
  • O estudo sugere limitar a divulgação de localizações entre guias, formar grupos menores e mais coordenados, já que a probabilidade de avistamento supera 94 por cento na alta temporada.
  • O turismo gera cerca de 6,8 milhões de dólares por ano e, apesar de impulsionar a conservação, há riscos de comprometer a experiência e o bem-estar dos jaguares, com o Pantanal enfrentando incêndios que atingiram pelo menos 15 por cento da região em 2024.

O turismo de jaguares em Porto Jofre, no Pantanal brasileiro, ganhou projeção mundial e agora exige regras novas para não ruir. Estudo aponta que o ganho pode colocar o habitat sob pressão caso não haja manejo adequado.

O Pantanal abriga a segunda maior população de jaguares no mundo, estimada entre 4.000 e 6.000 animais. A área de Porto Jofre concentra densidade recorde desde o desenvolvimento do turismo de observação.

O estudo alerta que a habitação de jaguares por visitantes aumenta o risco de danos ao comportamento dos animais. Acesso facilitado pode comprometer a experiência dos visitantes e a sustentabilidade do negócio.

A contagem de jaguares acostumados à presença humana subiu de 29, em 2013, para 130, em 2023. Observações diárias passaram a ser comuns e algumas operadoras já oferecem reembolso caso não haja avistamento.

Antes, guias compartilhavam informações de localização por rádio aberto, para facilitar avistamentos. Agora, com alta probabilidade de avistamento, a prática pode não ser mais adequada, segundo o estudo.

Os autores defendem regras claras para reduzir a aglomeração de barcos e visitantes, com grupos menores e melhor coordenação. A ideia é proteger os animais e manter a qualidade da experiência.

O turismo gera cerca de US$ 6,8 milhões por ano e tem sido motor de proteções ambientais no Pantanal, região atingida por seca e queimadas. O estudo reforça a necessidade de equilíbrio entre conservação e visitação.

A mudança de mindset comercial já transformou atitudes locais, com pecuaristas adotando soluções para proteger o gado, como cercas elétricas e manejo noturno. A continuidade do turismo depende de regras eficazes.

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