- Em outubro de 2024, quatro gorilas Grauer’s foram reintroduzidos à natureza no Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, após anos no santuário GRACE; os nomes são Isangi, Lulingu, Mapendo e Ndjingala.
- O lançamento ocorreu em Virunga, parque que, desde janeiro de 2025, tem sido amplamente controlado pelo grupo rebelde M23, gerando preocupações sobre a segurança das gorilas.
- A GRACE trabalha com comunidades locais para reduzir a caça predatória, integrando moradores às ações de conservação, com cerca de cem funcionários recrutados na região.
- As quatro fêmeas foram observadas juntando-se a um grupo de gorilas selvagens e chegaram a acasalar com o macho dominante, sublinhando o potencial de sucesso da reintrodução.
- A iniciativa visa ampliar a diversidade genética da espécie, aumentar a população de gorila-cerúleo oriental (Grauer’s gorilla) e promover a recuperação de uma espécie criticamente ameaçada, mesmo diante de riscos de segurança na região.
Em outubro de 2024, quatro gorilas Grauer’s foram soltas na natureza após anos de cuidado no GRACE, no leste da República Democrática do Congo. A liberação ocorreu no Parque Nacional de Virunga, buscando ampliar a população na região.
Os animais, Isangi, Lulingu, Mapendo e Ndjingala, tinham sido resgatados ainda filhotes entre 2010 e 2016, após a morte de familiares por caçadores. O GRACE descreve a reintrodução como a maior já realizada na África para gorilas do leste.
A operação envolveu GRACE, o Parque Nacional de Virunga e comunidades locais, com apoio de Gorilla Doctors e Re:wild. A meta é promover transferência social e genética entre grupos, reduzindo riscos de extinção.
Contexto de segurança
Apesar do sucesso inicial, o local de soltura enfrenta desafios severos. O parque tem sido controlado por grupos armados, incluindo o M23, desde 2021, e há histórico de caça furtiva, desmatamento e tráfico.
Desde o início de 2025, o M23 expandiu o controle sobre áreas do parque, elevando as preocupações com a proteção dos animais e as operações de monitoramento. A equipe da GRACE destaca o envolvimento comunitário como peça-chave.
Segundo a GRACE, a maioria dos cerca de 100 funcionários é recrutada entre comunidades locais, incluindo povos indígenas. O objetivo é transformar cuidadores em embaixadores da conservação junto às famílias da região.
Progresso das gorilas
Após a liberação, as quatro fêmeas passaram a se aproximar de um grupo de gorilas selvagens e foram observadas acasalando com o macho dominante, sinal de possível integração ao grupo. A expectativa é de que o processo aumente a variabilidade genética.
Os pesquisadores ressaltam que a diversidade genética é crucial para a resistência a doenças e a adaptação a mudanças ambientais. A presença de fêmeas de diferentes origens pode favorecer o estabelecimento de novos grupos.
Mesmo com os avanços, especialistas alertam que a segurança continua frágil. Em 2025, surgiram relatos de capturas acidentais e de novos incidentes na fronteira entre conservação e conflito armado. A vigilância permanece essencial.
A importância da reintrodução
A reintrodução representa uma resposta a décadas de declínio populacional na espécie Grauer’s gorilla, que já sofreu reduções significativas desde 1994. A iniciativa visa ampliar a população local e reduzir o risco de endogamia.
Enquanto aguardam novos desdobramentos, a equipe de GRACE reafirma o compromisso com o monitoramento dos indivíduos soltos e com o envolvimento comunitário como forma de prevenir novas ameaças à fauna local.
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