- Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que, se fosse estudante hoje, escolheria as ciências físicas.
- Durante visita a Pequim, ele destacou a importância do “Physical AI”, que combina raciocínio físico com robótica.
- Huang explicou que a inteligência artificial evoluiu por fases: “Perception AI”, “Generative AI” e atualmente “Reasoning AI”.
- A próxima fase, “Physical AI”, requer conhecimento das leis da física e será essencial para robôs interagirem com o mundo físico.
- Huang acredita que essa tecnologia ajudará a enfrentar a escassez de mão de obra nas indústrias nos Estados Unidos.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que, se fosse um estudante hoje, focaria nas ciências físicas. Durante uma visita a Pequim, Huang destacou a relevância do conceito de “Physical AI”, que combina raciocínio físico com robótica, como a próxima grande onda da inteligência artificial.
O executivo, que se formou em engenharia elétrica pela Oregon State University e obteve um mestrado na Stanford University, cofundou a Nvidia em 1993. Sob sua liderança, a empresa se tornou a mais valiosa do mundo, alcançando um valor de mercado de US$ 4 trilhões na última semana. Huang enfatizou que, se tivesse 22 anos hoje, optaria por estudar mais ciências físicas do que ciências da computação.
A Evolução da Inteligência Artificial
Huang explicou que a inteligência artificial passou por várias fases nos últimos anos. A primeira, chamada de “Perception AI”, surgiu com o modelo AlexNet, que revolucionou o reconhecimento de imagens em 2012. Em seguida, a “Generative AI” permitiu que os modelos compreendessem e traduzissem informações em diferentes formatos. Atualmente, estamos na era da “Reasoning AI”, onde a inteligência artificial pode resolver problemas complexos e reconhecer condições inéditas.
O próximo passo, segundo Huang, é o desenvolvimento da “Physical AI”. Essa nova fase requer um entendimento profundo das leis da física, como fricção e inércia, e será crucial para a criação de robôs que possam interagir de forma mais eficaz com o mundo físico. Huang acredita que a aplicação desse conhecimento será vital para enfrentar a escassez de mão de obra nas fábricas e plantas que estão sendo construídas nos Estados Unidos.
O Futuro da Robótica
Huang destacou que a integração do “Physical AI” em robôs permitirá a realização de tarefas complexas, como prever o movimento de objetos e interagir com o ambiente de maneira segura. Esses robôs, descritos como “agentes digitais”, poderão atuar como uma força de trabalho essencial em um cenário de crescente automação industrial. A visão de Huang para o futuro é de um ambiente de trabalho altamente automatizado, onde a robótica desempenha um papel central na produção e na eficiência operacional.
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