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Substância de cogumelos mágicos pode ter propriedades antienvelhecimento, aponta estudo

Estudo revela que psilocibina pode prolongar a vida celular e melhorar características físicas em camundongos, abrindo novas possibilidades terapêuticas.

Psilocibina é o princípio ativo dos cogumelos mágicos (Foto: Todd Korol/The New York Times)
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  • A psilocibina, um composto encontrado em cogumelos, pode retardar sinais de envelhecimento em células humanas e camundongos, segundo um estudo publicado em 8 de julho no periódico *npj Aging*.
  • A pesquisa mostrou que a substância prolonga a vida celular e melhora a qualidade dos pelos em animais mais velhos.
  • A psilocibina preservou o comprimento dos telômeros, que protegem os cromossomos e estão relacionados ao envelhecimento celular.
  • Em testes, a psilocina, forma ativa da psilocibina, aumentou a vida útil das células em até 57% e melhorou a sobrevivência de camundongos fêmeas com idade equivalente a 60 anos humanos.
  • Os pesquisadores destacam que o mecanismo de ação da psilocibina ainda não é totalmente compreendido e mais estudos são necessários para determinar doses seguras e eficazes para humanos.

A psilocibina, um composto psicodélico presente em cogumelos, mostrou potencial para retardar sinais de envelhecimento em células humanas e camundongos, conforme um estudo publicado em 8 de julho no periódico *npj Aging*. Os pesquisadores descobriram que a substância pode prolongar a vida celular e melhorar a qualidade dos pelos em animais mais velhos.

Os testes revelaram que a psilocibina preservou o comprimento dos telômeros, estruturas que protegem os cromossomos e estão ligadas ao envelhecimento celular. Além disso, a substância reduziu o estresse oxidativo e aumentou os níveis de Sirt1, uma proteína associada à longevidade. Louise Hecker, professora associada do Baylor College of Medicine, destacou que os resultados foram surpreendentes: “A psilocibina fez com que as células se comportassem como células mais jovens”.

Os cientistas administraram doses de psilocina, a forma ativa da psilocibina, em células isoladas de pulmão e pele humanas, observando uma extensão da vida útil em até 57%, dependendo da dose. Em camundongos fêmeas com cerca de 19 meses de idade, equivalente a 60 anos humanos, 80% dos tratados com psilocibina estavam vivos após dez meses, em comparação com 50% do grupo controle. Os animais também apresentaram crescimento de pelos em áreas calvas, com a pelagem branca retornando à cor marrom.

Esses achados abrem novas possibilidades para investigar a psilocibina como um tratamento para o envelhecimento e doenças associadas. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o mecanismo de ação da substância ainda não está completamente compreendido. Hecker enfatizou a necessidade de estudos futuros para definir doses seguras e eficazes para humanos, além de avaliar potenciais riscos.

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