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Sicília pode registrar novo recorde europeu de calor com 48,8ºC

Sicília enfrenta temperaturas extremas de até 47ºC, enquanto autoridades abrem abrigos para proteger a população do calor intenso.

Elio Morale e Biagio Cantone em Floridia, Sicília, onde o recorde europeu de calor foi estabelecido em 2021. (Foto: Iñigo Domínguez)
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  • A Sicília enfrenta uma nova onda de calor, com temperaturas previstas de até 47ºC em Catania e arredores.
  • A temperatura máxima registrada foi de 45,7ºC em Paternò.
  • Ventos quentes da África e um anticlone subtropical são responsáveis pelo aumento das temperaturas.
  • Abrigos climáticos foram abertos para proteger a população entre 11h e 18h.
  • A agricultura e o trabalho ao ar livre estão sendo severamente afetados, com proibição de atividades externas entre 12h30 e 16h.

Onda de Calor na Sicília

A Sicília enfrenta uma nova onda de calor, com temperaturas que podem chegar a 47ºC em Catania e arredores. A região, que já registrou 48.8ºC em 2021, vive um clima extremo, com o temor de novos recordes. Na terça-feira, a temperatura máxima registrada foi de 45.7ºC em Paternò.

Os ventos quentes vindos da África, associados a um anticlone subtropical, são os responsáveis pelo aumento das temperaturas. As autoridades locais abriram abrigos climáticos para proteger a população durante as horas mais quentes do dia, entre 11h e 18h. A vida nas cidades se transforma, com muitos moradores se refugiando em casa e as ruas se tornando desertas.

Em Floridia, onde o recorde europeu foi estabelecido, os moradores relatam que o calor é intenso, mas afirmam estar acostumados. O uso de ar-condicionado se tornou essencial, embora os custos de eletricidade tenham disparado, alcançando até €700 mensais em alguns estabelecimentos.

Impactos Locais

As altas temperaturas têm afetado a agricultura e o trabalho ao ar livre. Desde junho, atividades externas estão proibidas entre 12h30 e 16h. Os campos estão vazios e as plantações, abandonadas. Em Catenanuova, onde a temperatura já alcançou 48.5ºC em 1999, a situação é crítica, com escassez de água devido a uma rede de distribuição ineficiente.

Enquanto a Sicília enfrenta esse calor extremo, o norte da Itália sofre com tempestades e inundações. Essa disparidade climática ressalta os desafios que o país enfrenta em relação às mudanças climáticas. Apesar da expectativa de novos recordes, a Sicília ainda não superou a marca de 2021, mas o verão está longe de acabar, e os moradores permanecem em alerta.

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