- Restos do navio Earl of Chatham foram descobertos em Sanday, Escócia, após uma tempestade em fevereiro de 2024.
- A identificação foi feita por cientistas e moradores locais, com o uso de tecnologia avançada.
- O arqueólogo Ben Saunders destacou a importância do envolvimento da comunidade na preservação dos restos.
- O navio, construído em 1749, teve um papel importante na história militar britânica e na caça de baleias.
- As peças estão sendo conservadas em tanques de água doce, com planos de exibição no Sanday Heritage Centre.
Um esqueleto de navio, descoberto entre as dunas da ilha de Sanday, na Escócia, após uma tempestade em fevereiro de 2024, foi identificado como os restos do Earl of Chatham, uma embarcação do século 18. A identificação foi realizada por cientistas e moradores locais, utilizando tecnologia avançada e pesquisa comunitária.
O arqueólogo Ben Saunders, da Wessex Archaeology, destacou a importância do engajamento da comunidade. “Se fosse em outro lugar, talvez não houvesse esse esforço coletivo de recuperar, estudar e proteger os restos da embarcação,” afirmou. O Earl of Chatham, anteriormente conhecido como HMS Hind, foi construído em 1749 e teve um papel significativo na história militar britânica, participando de batalhas importantes e atuando como escolta durante a Guerra da Independência dos Estados Unidos.
Após ser desativado em 1784, o navio foi rebatizado e transformado em baleeiro, realizando expedições em busca de óleo de baleia, essencial para a Revolução Industrial. Sua última viagem ocorreu em 1788, quando naufragou próximo à costa de Sanday, mas todos os 56 tripulantes sobreviveram.
Descoberta e Conservação
A tempestade que expôs os destroços removeu uma camada de areia que os protegia há séculos. Moradores utilizaram tratores para transportar cerca de 12 toneladas de carvalho para o centro de patrimônio local, onde as peças estão sendo conservadas em tanques de água doce. Análises de dendrocronologia indicaram que a madeira é originária do sul da Inglaterra e data de meados do século 18.
Os pesquisadores cruzaram dados históricos e eliminaram outras possibilidades até confirmarem que os restos pertencem ao Earl of Chatham. O projeto atual discute a exibição permanente dos restos no Sanday Heritage Centre, o que representa uma parte viva da identidade local para os cerca de 500 moradores da ilha.
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