- Um artefato em forma de gafanhoto, conhecido como Guennol Grasshopper, será leiloado em julho por uma casa de leilões pequena.
- O valor estimado para a venda varia entre £300.000 e £500.000.
- Historiadores questionam a origem do objeto, que pode ter sido retirado ilicitamente da tumba de Tutancâmon, descoberta pelo arqueólogo Howard Carter.
- Apesar de ter uma fatura original e ter sido verificado no banco de dados de objetos roubados, não há documentação que comprove sua proveniência.
- A discussão sobre a devolução do artefato ao Egito continua, com especialistas defendendo que é uma questão moral.
Um artefato em forma de gafanhoto, datado da Era de Tutancâmon, será leiloado por uma casa de leilões pequena em julho, com uma estimativa de venda entre £300.000 e £500.000. O objeto, conhecido como Guennol Grasshopper, levanta preocupações sobre sua proveniência, especialmente em relação ao arqueólogo Howard Carter, que descobriu a tumba do faraó.
Historiadores de arte egípcia questionam se o vaso cosmético foi ilicitamente retirado da tumba de Tutankhamun. Carter catalogou milhares de itens encontrados na tumba, e há alegações de que alguns deles entraram em sua coleção pessoal. O leilão será realizado pela Apollo Art Auctions, que destaca que o artefato foi vendido anteriormente por 1,2 milhão de dólares e possui uma fatura original.
O gafanhoto, que servia para armazenar kohl ou perfume, apresenta um corpo segmentado e asas de marfim pintadas. A casa de leilões afirma que não há evidências documentais que comprovem que o objeto veio da tumba do faraó. Christian Loeben, egiptólogo e curador, acredita que o artefato é originário da tumba, citando a falta de danos e seu estilo característico da época de Tutankhamun.
Embora o artefato tenha sido verificado no banco de dados de objetos roubados e possua uma carta de Art Loss Register, a falta de um pedido formal do governo egípcio para sua devolução coloca a situação em uma “área complicada”. Apesar das dúvidas sobre sua origem, o objeto foi associado à tumba de Tutankhamun por décadas, incluindo em obras de Thomas Hoving, ex-diretor do Metropolitan Museum of Art. A discussão sobre a devolução do artefato à Egito continua, com especialistas defendendo que é uma questão moral.
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