- Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 11% dos adolescentes afirmam que suas vidas são impactadas por dispositivos digitais.
- A pesquisa indica que 32% dos jovens estão em risco de desenvolver um uso problemático de telas, associado a problemas como ansiedade e autolesão.
- O uso excessivo de telas pode prejudicar o desenvolvimento emocional, resultando em depressão e autoagressão, especialmente entre jovens mulheres.
- Especialistas destacam que a dependência digital pode ser uma forma de automedicação, dificultando a busca por alternativas saudáveis de enfrentamento.
- A combinação de dependência digital e problemas psicológicos pode criar um ciclo vicioso que afeta a vida dos adolescentes.
Estudo da OMS revela impactos do uso excessivo de telas na saúde mental de adolescentes
Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 11% dos adolescentes sentem que suas vidas são significativamente afetadas por dispositivos digitais. Além disso, 32% estão em risco de desenvolver um uso problemático, o que pode resultar em problemas como ansiedade e autolesão.
Pesquisas anteriores já haviam alertado sobre os riscos do uso excessivo de telas, especialmente em relação ao desenvolvimento neuronal e à saúde mental dos jovens. O estudo da OMS, publicado em junho, destaca que a relação entre o uso de dispositivos e problemas emocionais é alarmante. Especialistas em saúde mental, como a psiquiatra Abigail Huertas, afirmam que a sociedade atual enfrenta um paradoxo: enquanto os adolescentes se tornam mais habilidosos em expressar suas emoções, muitos adultos não conseguem oferecer o suporte necessário.
A pesquisa também revela que o início precoce do uso de telas aumenta o risco de comprometimento no desenvolvimento emocional. Depressão, ansiedade e autoagressão são algumas das consequências associadas à dependência digital, especialmente entre jovens mulheres. A especialista em psicologia Lucía Torres explica que a autoagressão pode surgir como um mecanismo de alívio para necessidades emocionais não atendidas, transformando a dor externa em dor interna controlável.
Além disso, o uso excessivo de telas pode levar a uma percepção distorcida do corpo e à diminuição da autoestima. Luis Miguel Real, psicólogo, ressalta que a dependência de dispositivos digitais pode ser uma forma de automedicação, dificultando a busca por alternativas saudáveis de enfrentamento, como a comunicação com familiares ou a prática de atividades físicas. A situação é preocupante, pois a combinação de dependência digital e problemas psicológicos pode criar um ciclo vicioso que afeta profundamente a vida dos adolescentes.
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