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Conselho Federal de Medicina veta uso de anestesia em tatuagens no Brasil

CFM proíbe anestesia em tatuagens após morte de influencer, visando proteger a saúde dos pacientes e regulamentar a prática.

Profissional prepara agulha para tatuagem (Foto: Zanone Fraissat - 14.jul.17/Folhapress)
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  • O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de anestesia durante tatuagens, exceto em casos médicos específicos.
  • A resolução foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de julho de 2025, após a morte de um influencer durante um procedimento em Santa Catarina.
  • A nova norma proíbe sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos em qualquer tipo de tatuagem.
  • O presidente do CFM, José Hiran Gallo, afirmou que a medida visa garantir a segurança dos pacientes.
  • A resolução também destaca riscos de complicações e a necessidade de ambientes adequados para procedimentos anestésicos.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso de anestesia durante a realização de tatuagens, exceto em casos médicos específicos. A resolução, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28), visa garantir a segurança dos pacientes após a morte de um influencer durante um procedimento em Santa Catarina.

A nova norma impede a utilização de sedação, anestesia geral ou bloqueios anestésicos periféricos em qualquer tipo de tatuagem, independentemente de sua extensão ou localização. José Hiran Gallo, presidente do CFM, enfatizou que a medida é uma resposta à crescente preocupação com a saúde pública e a segurança dos pacientes.

O relator da resolução, Diogo Sampaio, destacou que a prática de tatuagens tem se tornado cada vez mais comum, muitas vezes com a participação de médicos anestesiologistas. Ele alertou que não há evidências suficientes sobre a segurança desses procedimentos, especialmente em ambientes não adequados. “A participação médica em contextos de tatuagem, especialmente com sedação profunda, é preocupante”, afirmou Sampaio.

Riscos Associados

Além dos riscos de complicações imediatas, a resolução também menciona a possibilidade de absorção sistêmica de pigmentos e metais pesados presentes nas tintas, que podem causar efeitos tóxicos cumulativos. Estudos indicam que pessoas tatuadas podem ter um risco maior de desenvolver condições de saúde graves, como linfoma e câncer.

A norma estabelece que, em casos excepcionais de tatuagens com indicação médica, a participação de um anestesiologista deve ocorrer em ambientes de saúde adequados, com infraestrutura para monitoramento e suporte a emergências. “Os locais onde as tatuagens são realizadas frequentemente não têm as condições necessárias para garantir a segurança do ato anestésico”, ressaltou Sampaio.

Com essa nova resolução, o CFM busca regulamentar a prática de tatuagens e proteger a saúde dos indivíduos que optam por esse tipo de modificação corporal, refletindo uma preocupação crescente com a segurança em procedimentos estéticos.

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