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10 toneladas de alga invasora são removidas das praias de La Línea em 48 horas

Junta de Andalucía aprova plano para gestão da alga invasora, mas especialistas duvidam da eficácia das medidas propostas.

Algas invasoras 'Rugulopteryx okamurae' retiradas na praia de La Caleta de Cádiz. (Foto: AYUNTAMIENTO DE CÁDIZ)
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  • A alga invasora Rugulopteryx okamurae causa problemas nas praias do Estreito de Gibraltar, especialmente em Cádiz e Málaga.
  • Desde sua detecção há nove anos, a alga se espalhou rapidamente, exigindo a retirada constante de toneladas de resíduos.
  • A Junta de Andalucía aprovou um novo plano de gestão que permite o uso dos resíduos como matéria-prima, mas especialistas questionam sua eficácia.
  • A alga, originária do Pacífico, pode gerar até 600 novos exemplares, sufocando espécies nativas e alterando ecossistemas.
  • O plano inclui monitoramento da alga e proteção de espécies nativas, mas há críticas sobre a lentidão das ações e a necessidade de focar na mitigação dos impactos.

A alga invasora Rugulopteryx okamurae continua a causar sérios problemas nas praias do Estreito de Gibraltar, especialmente em Cádiz e Málaga. Desde sua detecção, há nove anos, a alga tem se espalhado rapidamente, exigindo a retirada constante de toneladas de resíduos. Recentemente, a Junta de Andalucía aprovou um novo plano de gestão que permite o uso desses resíduos como matéria-prima, mas especialistas permanecem céticos quanto à eficácia da medida.

O avanço da Rugulopteryx, originária do Pacífico, é alarmante. Um único indivíduo pode gerar até 600 novos exemplares, sufocando espécies nativas e alterando ecossistemas locais. A situação é crítica, com a presença da alga já registrada em todas as comunidades costeiras da Espanha, exceto nas Ilhas Baleares. O professor de Ecologia da Universidade de Cádiz, Juan José Vergara, alerta que o problema não se limita ao que é visível nas praias, mas se estende ao que ocorre subaquaticamente.

As praias de Cádiz, como La Caleta, enfrentam um acúmulo significativo de algas, levando a um esforço diário de limpeza que já ultrapassa 60 toneladas. A coleta é dificultada pela limitação de capacidade dos tratores, que conseguem retirar apenas 13 toneladas por vez. O Grupo Municipal do PP de Cádiz planeja solicitar medidas urgentes ao governo regional e ao Ministério de Transição Ecológica para enfrentar a situação.

O novo plano de gestão da Junta de Andalucía busca mitigar a invasão, propondo um monitoramento da alga e a proteção de espécies nativas. No entanto, Vergara critica a lentidão das ações e questiona a possibilidade de reverter a situação em áreas já afetadas. Ele sugere que, em vez de tentar eliminar a alga, o foco deve ser em mitigar seus impactos e aprender com a situação para evitar futuras invasões.

O plano também prevê a possibilidade de utilizar os resíduos da alga para compostagem e produção de fertilizantes, desde que respeitados critérios específicos. Essa abordagem visa solucionar o problema prático enfrentado pelos municípios, que atualmente não têm um destino viável para os resíduos. A Junta se baseia em regulamentações europeias que permitem exceções para o uso de espécies invasoras em projetos de interesse público, mas especialistas alertam que o objetivo não deve ser o lucro, mas sim a gestão sustentável da situação.

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