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Hotel de luxo no Brasil surpreende com decoração de concreto que imita madeira

Dorothy Draper transforma o Palácio Quitandinha em símbolo de resiliência e inovação durante a Segunda Guerra Mundial.

As paredes do cassino estavam pintadas com um tom azul escolhido por Dorothy Draper para temperar o ânimo dos jogadores. (Foto: Matthieu Salvaing)
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  • Dorothy Draper, decoradora nova-iorquina, recebeu um projeto para decorar o Palácio Quitandinha, um hotel e cassino em Petrópolis, Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial.
  • O convite foi feito por Joaquim Rolla, empresário do setor de cassinos, que admirava o trabalho de Draper em um hotel na Califórnia.
  • O projeto, orçado em $ 30.500, enfrentou desafios como a escassez de materiais e a instabilidade política.
  • A inauguração do hotel ocorreu em setembro de 1944, com a presença de figuras importantes, como o rei Carlos II da Romênia.
  • O Palácio Quitandinha se tornou um ícone, e a coleção de tecidos Brazilliance, inspirada em seus designs, continua a ser comercializada.

Dorothy Draper, uma renomada decoradora nova-iorquina, recebeu um projeto monumental em meio à Segunda Guerra Mundial: a decoração do Palácio Quitandinha, um hotel e cassino em Petrópolis, Brasil. O convite veio de Joaquim Rolla, um empresário do setor de cassinos, que ficou impressionado com o trabalho de Draper em um hotel na Califórnia.

Em janeiro de 1942, Draper enfrentava desafios devido à escassez de materiais, como a seda japonesa, e a instabilidade política. O projeto do Quitandinha, orçado em 30.500 dólares, tornou-se o mais caro da época. Com mais de 400 quartos e um salão de jogos com uma cúpula maior que a da Basílica de São Pedro, o hotel prometia ser um marco na América do Sul.

Desafios e Inovações

Apesar das limitações impostas pela guerra e pela inflação, Draper inovou em sua abordagem. O grande salão do cassino, por exemplo, foi pintado de azul marinho, uma escolha que visava moderar as emoções dos jogadores. A decoração interior misturou elementos diversos, como pisos de mosaico português e móveis feitos de jacaranda, criando um ambiente único e vibrante.

A inauguração do Palácio Quitandinha, em setembro de 1944, atraiu a atenção internacional, com a presença do rei Carlos II da Romênia e sua amante, Magda Lupescu. O evento foi um símbolo de esperança em tempos difíceis, embora, no ano seguinte, o novo governo brasileiro proibisse os jogos de azar, transformando o local em um hotel exclusivo.

Legado Duradouro

Apesar das adversidades, o Palácio Quitandinha se consolidou como um ícone. A coleção de tecidos Brazilliance, inspirada em seus designs, foi lançada por Draper e continua a ser comercializada. O hotel, que hoje funciona como um centro de convenções, permanece como um testemunho da criatividade e resiliência de Draper em um período conturbado da história.

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