- A febre amarela está em alta na América do Sul, com seis países registrando surtos significativos desde a segunda metade de 2024.
- Colômbia, Brasil, Peru, Bolívia, Equador e Guiana contabilizam 320 casos confirmados e 134 mortes até 11 de julho.
- A Colômbia é o país mais afetado, com 120 casos e 51 óbitos, seguida pelo Brasil, com 118 casos e 48 mortes.
- A Organização Panamericana de Saúde (OPS) alerta para o risco de transmissão urbana, especialmente em áreas como Tolima, onde a proximidade com centros urbanos aumenta a ameaça.
- A vacinação contra a febre amarela é recomendada para visitantes de parques naturais, e a vacina oferece proteção vital com uma única dose.
A febre amarela está causando um aumento alarmante de casos na América do Sul, com seis países enfrentando surtos significativos desde a segunda metade do ano passado. Colômbia, Brasil, Peru, Bolívia, Equador e Guiana registraram um total de 320 casos confirmados e 134 mortes até 11 de julho, levando a Organização Panamericana de Saúde (OPS) a emitir um alerta epidemiológico.
A Colômbia é o país mais afetado, com 120 casos e 51 óbitos. O Brasil segue com 118 casos e 48 mortes. A situação é preocupante, pois os surtos não estão restritos a áreas específicas, mas se espalharam por 10 regiões do país, com Tolima sendo a mais atingida. O presidente do Comitê de Medicina Tropical da Associação Colombiana de Infectologia, Wilmer Ernesto Villamil Gómez, destaca que a situação é crítica, já que há mais de 20 anos o país não enfrentava um surto tão severo.
Os especialistas apontam que a febre amarela, transmitida por mosquitos, apresenta uma letalidade superior a 41% neste surto. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares e náuseas, mas podem evoluir para uma fase grave, com hemorragias e falência de órgãos. O médico especialista em doenças tropicais do Hospital Regional de Loreto, Juan Carlos Celis Salinas, observa que o aumento de casos ocorre em áreas de difícil controle, como zonas de fronteira afetadas pelo narcotráfico e mineração ilegal.
Risco de Transmissão Urbana
A OPS alerta que a febre amarela pode se espalhar para áreas urbanas, aumentando o risco de surtos em populações densas. Embora a transmissão ainda ocorra principalmente em áreas florestais, a proximidade do vírus com centros urbanos, como Tolima, representa uma ameaça crescente. A destruição de ecossistemas naturais e a presença humana descontrolada favorecem o contato entre o vírus, mosquitos e pessoas.
A OPS classifica o risco geral para a saúde pública nas Américas como alto, considerando o aumento de casos e a letalidade elevada. Em resposta, países como a Colômbia estão exigindo vacinação contra a febre amarela para visitantes de parques naturais, resultando em um aumento na busca por informações e vacinas.
A vacina, que oferece proteção vital, é administrada em uma única dose e garante imunidade por toda a vida em pessoas saudáveis. No entanto, grupos como idosos, gestantes e indivíduos com problemas imunológicos devem ser avaliados antes da vacinação. A situação exige vigilância contínua e medidas preventivas para conter a propagação da doença.
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