- O câncer de fígado é uma das principais causas de morte por câncer, com mais de setecentos mil óbitos anuais.
- Uma pesquisa publicada na revista Lancet indica que três em cada cinco casos poderiam ser prevenidos, focando na hepatite viral, obesidade e consumo excessivo de álcool.
- Globalmente, são diagnosticados cerca de novecentos mil novos casos por ano, e esse número pode quase dobrar até dois mil e cinquenta.
- A cirrose é um precursor comum do câncer de fígado, frequentemente causada por hepatite viral e acúmulo de gordura no fígado.
- Especialistas recomendam rastreamento na atenção primária e mudanças no estilo de vida para prevenir a doença, que é em grande parte evitável.
O câncer de fígado é uma das principais causas de morte por câncer, com mais de 700 mil óbitos anuais. Uma nova pesquisa publicada na revista Lancet revela que três em cada cinco casos poderiam ser prevenidos. O estudo destaca a importância de abordar fatores de risco como hepatite B, hepatite C, consumo excessivo de álcool e doenças hepáticas associadas à obesidade.
Com quase 900 mil novos casos diagnosticados globalmente a cada ano, o câncer de fígado é o sexto mais comum e a terceira principal causa de morte por câncer. Se a tendência atual persistir, o número de novos diagnósticos pode quase dobrar, alcançando 1,5 milhão até 2050. A pesquisa aponta que a hepatite viral deve representar 63% dos casos em 2050, uma queda em relação a 68% em 2022, enquanto os casos relacionados ao álcool e à doença hepática associada à disfunção metabólica devem aumentar.
A cirrose, uma condição que resulta em cicatrização do fígado, é um precursor comum do câncer de fígado. Os vírus da hepatite causam inflamação que, se não tratada, pode levar à cirrose. Além disso, o acúmulo de gordura no fígado, causado por álcool e fatores metabólicos, também contribui para o desenvolvimento da doença. O médico Brian P. Lee destaca que a maioria dos casos é evitável, enfatizando a necessidade de melhorias na triagem e no tratamento.
Fatores de Risco e Prevenção
A doença hepática associada à disfunção metabólica, anteriormente conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica, afeta cerca de quatro em cada dez adultos globalmente. Essa condição pode progredir silenciosamente para cirrose e câncer. Especialistas recomendam que o rastreamento comece na atenção primária, utilizando métricas como a Fib-4 para identificar pacientes em risco.
Mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e exercícios, podem reverter a MASLD. Além disso, o consumo excessivo de álcool está em ascensão, com um estudo recente mostrando que o risco de doença hepática relacionada ao álcool entre grandes bebedores dobrou entre 1999 e 2020. Essa tendência é preocupante, especialmente entre mulheres e pessoas com síndrome metabólica, que estão mais propensas a desenvolver complicações hepáticas.
A pesquisa ressalta a necessidade urgente de estratégias de prevenção e monitoramento para reduzir a incidência de câncer de fígado, uma doença que, embora devastadora, é em grande parte evitável.
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