- O filme “The Brutalist”, com Adrien Brody, estreia em 2024 e reacende o interesse pelo brutalismo na arquitetura espanhola.
- O estilo, criticado no passado, é agora visto como audacioso em cidades como Madrid e Barcelona.
- Exemplos notáveis incluem as Torres Blancas, de Sáenz de Oiza, e a Torre de Valencia, de Javier Carvajal.
- Barcelona também possui obras significativas, como o edifício Walden 7, de Ricardo Bofill, e “La Fábrica”, uma antiga fábrica de cimento transformada em centro multifuncional.
- O legado do brutalismo se mantém relevante, com novos projetos contemporâneos que adaptam o estilo para promover a vida comunitária.
O filme “The Brutalist”, estrelado por Adrien Brody e previsto para estrear em 2024, está reacendendo o interesse pelo brutalismo na arquitetura espanhola. Este estilo, que foi amplamente criticado nas décadas passadas, agora é visto sob uma nova luz, especialmente em cidades como Madrid e Barcelona, onde edifícios antes considerados monstros de concreto são redescobertos como ícones audaciosos e futuristas.
O brutalismo, que se caracteriza por grandes volumes de concreto e formas simples, surgiu na Espanha nas décadas de 1960 e 1970, inspirado nas obras de Le Corbusier. Edifícios como as Torres Blancas, projetadas por Sáenz de Oiza, e a Torre de Valencia, de Javier Carvajal, são exemplos marcantes desse estilo. As Torres Blancas, com sua aparência austera, foram concebidas para “agredir o paisagem”, segundo o próprio arquiteto. Já a Torre de Valencia, com suas 27 andares, quebrou o perfil da cidade e gerou controvérsias por sua proximidade com o Parque do Retiro.
Redescobrindo o Brutalismo
Além de Madrid, Barcelona também abriga obras significativas do brutalismo. O edifício Walden 7, de Ricardo Bofill, é um exemplo notável, projetado como um experimento social em habitação vertical. Bofill também transformou uma antiga fábrica de cimento em um centro multifuncional conhecido como “La Fábrica”. Esses projetos refletem uma nova abordagem à convivência urbana, misturando estética e funcionalidade.
Na periferia, a arquitetura brutalista se estende a bairros como Sant Just Desvern e Badalona, onde edifícios foram erguidos para atender à crescente demanda habitacional nas décadas de 1960 e 1970. O brutalismo não se limita a grandes centros urbanos; ele também se manifesta em áreas menos densamente povoadas, como La Manga do Mar Menor, onde obras de Antonio Bonet se destacam.
O Futuro do Brutalismo
O legado do brutalismo continua a ser relevante, com novas interpretações surgindo em projetos contemporâneos. Em Valencia, o Espai Verd, projetado por Antonio Cortés Ferrando, é um exemplo de como o estilo pode ser adaptado para promover a vida comunitária. Enquanto isso, o Hotel Claridge em Cuenca, um símbolo do brutalismo, aguarda reabilitação após anos de abandono.
A reavaliação do brutalismo na arquitetura espanhola, impulsionada por obras cinematográficas e novas perspectivas, mostra que o que antes era considerado feio pode ser visto como uma expressão audaciosa e inovadora. A transformação da percepção sobre esses edifícios reflete mudanças culturais e sociais, destacando a importância de preservar e valorizar o patrimônio arquitetônico.
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