- O Instituto Butantan está desenvolvendo um medicamento com anticorpos monoclonais contra o zika vírus.
- O foco é proteger grávidas e pessoas em risco, com investimento de R$ 78,4 milhões.
- O projeto inclui testes clínicos e produção de um lote inicial de 1.000 frascos.
- O diretor do instituto, Esper Kallás, ressaltou a necessidade de soluções eficazes após a epidemia de 2015, que aumentou os casos de microcefalia.
- Os testes iniciais envolverão de 30 a 40 voluntários saudáveis, com inclusão de grávidas em fase posterior.
O Instituto Butantan anunciou o desenvolvimento de um medicamento baseado em anticorpos monoclonais para combater o zika vírus, com foco na proteção de grávidas e pessoas em risco. O projeto, que conta com um investimento de R$ 78,4 milhões, inclui a realização de testes clínicos e a produção de um lote inicial de 1.000 frascos.
O diretor do instituto, Esper Kallás, destacou a importância da iniciativa, especialmente após a epidemia de 2015, que resultou em um aumento significativo de casos de microcefalia em recém-nascidos. Kallás enfatizou que, em caso de uma nova epidemia, o Brasil carece de soluções eficazes além do controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti.
A pesquisa é fruto de uma parceria com a Universidade Rockefeller, onde o imunologista Michel Nussenzweig isolou anticorpos que demonstraram capacidade de neutralizar o vírus. O Butantan agora busca desenvolver um processo produtivo para o anticorpo, que, segundo Kallás, pode oferecer proteção por até seis meses.
Fases do Desenvolvimento
Os testes iniciais envolverão de 30 a 40 voluntários saudáveis, com a inclusão de grávidas em uma fase posterior. O objetivo é verificar se o anticorpo é seguro e eficaz na neutralização do zika vírus. A produção do lote começou há três semanas e deve ser concluída em até um ano.
Kallás ressaltou que é essencial que o Brasil desenvolva suas próprias soluções para problemas de saúde pública, evitando que o zika se torne uma doença negligenciada. A iniciativa do Butantan visa preencher essa lacuna, garantindo que o país esteja preparado para enfrentar futuras epidemias.
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