- A Neuralink, empresa de implantes cerebrais fundada por Elon Musk, iniciou um estudo clínico no Reino Unido.
- O objetivo é testar chips que permitem a pacientes com paralisia severa controlar dispositivos com a mente.
- A pesquisa conta com a colaboração de seis instituições do University College London Hospitals e três do Newcastle Hospitals.
- Atualmente, cinco pacientes estão utilizando os dispositivos, após a empresa ter resolvido preocupações de segurança levantadas pela Food and Drug Administration (FDA).
- Especialistas questionam a prontidão do produto para comercialização, apesar de a Neuralink ter levantado US$ 650 milhões em sua última rodada de financiamento, totalizando US$ 1,3 bilhões desde 2016.
A Neuralink, empresa de implantes cerebrais fundada por Elon Musk, anunciou o início de um estudo clínico no Reino Unido. O projeto visa testar chips que permitem a pacientes com paralisia severa controlar dispositivos digitais e físicos apenas com a mente. A pesquisa será realizada em colaboração com seis instituições do University College London Hospitals e três do Newcastle Hospitals.
Os pacientes elegíveis para participar do estudo são aqueles com paralisia resultante de lesões na medula espinhal ou esclerose lateral amiotrófica (ELA). A Neuralink já iniciou testes em humanos em 2024, após resolver preocupações de segurança levantadas pela Food and Drug Administration (FDA), que havia rejeitado o pedido de aprovação da empresa em 2022.
Atualmente, cinco pacientes estão utilizando os dispositivos da Neuralink para interagir com ferramentas digitais e físicas. Apesar do avanço, especialistas, como os do MIT Technology Review, questionam se o produto está pronto para comercialização. A empresa levantou US$ 650 milhões em sua última rodada de financiamento, totalizando US$ 1,3 bilhões desde sua fundação em 2016, com uma avaliação de cerca de US$ 9 bilhões.
Embora a Neuralink represente apenas uma fração do império de Musk, que inclui empresas como SpaceX e Tesla, seu progresso na interface cérebro-máquina continua a atrair atenção e debate no campo da neurotecnologia.
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