Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Assédio sexual é comum em bases de pesquisa na Antártica, revela nova pesquisa

Pesquisa revela que 40% dos trabalhadores da estação McMurdo enfrentam assédio sexual, enquanto NSF busca melhorias em segurança diante de cortes orçamentários

A estação McMurdo é a maior base de pesquisa antártica dos EUA. (Foto: Hubertus Kanus/Science Photo Library)
0:00
Carregando...
0:00
  • A estação McMurdo, a maior base de pesquisa dos EUA na Antártica, enfrenta um sério problema de assédio sexual.
  • Uma pesquisa revelou que 40% dos trabalhadores relataram assédio ou agressão sexual, com 41% sendo vítimas.
  • Os dados foram coletados pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF) e são considerados os mais detalhados sobre o tema.
  • A NSF planeja usar os resultados para melhorar a segurança dos trabalhadores, mas enfrenta cortes orçamentários que podem atrasar as mudanças.
  • A pesquisa envolveu 679 pessoas e mostrou que 69% dos que presenciaram incidentes eram testemunhas de comportamentos inadequados, principalmente por parte de contratados e supervisores.

A estação McMurdo, a maior base de pesquisa dos EUA na Antártica, enfrenta um grave problema de assédio sexual. Uma pesquisa recente revelou que 40% dos trabalhadores relataram ter sofrido assédio ou agressão sexual durante suas atividades no continente gelado. Entre os respondentes, 41% afirmaram ser vítimas, com muitos deles sendo novos na base.

Os dados foram coletados pela Fundação Nacional de Ciências dos EUA (NSF), que encomendou um questionário abrangente sobre a conduta sexual no programa de pesquisa antártico. Este levantamento é considerado o mais detalhado até o momento sobre um problema persistente que afeta a carreira de muitos cientistas polares e que já levou a investigações pelo Congresso dos EUA.

A NSF planeja utilizar os resultados para aprimorar os planos de segurança para os trabalhadores na Antártica. Renée Ferranti, assistente especial do diretor da NSF para prevenção de assédio e agressão sexual, destacou que a pesquisa indica que mudanças significativas estão em andamento, mas que é necessário continuar o trabalho.

Entretanto, a NSF enfrenta desafios financeiros, com cortes orçamentários propostos pelo governo. Especialistas alertam que a redução de recursos pode atrasar os avanços na segurança e na promoção de um ambiente de trabalho seguro. A pesquisa, que envolveu 679 pessoas, revelou que 69% dos que presenciaram incidentes de assédio eram testemunhas de comportamentos inadequados, com a maioria dos casos sendo perpetrados por contratados e supervisores.

Os resultados indicam uma crescente conscientização sobre a conduta sexual na Antártica, mas a implementação de mudanças efetivas pode ser comprometida pela falta de apoio financeiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais