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Teatro de Naufus Ramírez-Figueroa revela a arte dos espectros em nova montagem

A exposição "Espectros luminosos" revela a complexidade da memória histórica através da arte de Naufus Ramírez-Figueroa até 20 de outubro

A ilusão da matéria (2015), vídeo de Naufus Ramírez-Figueroa que faz parte da BMW Tate Live: Performa.Tate (Brotherton Lock) (Foto: Naufus Ramírez-Figueroa)
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  • Naufus Ramírez-Figueroa apresenta a exposição “Espectros luminosos” no Museu Reina Sofía, em Madrid, até 20 de outubro.
  • A mostra inclui performances e esculturas que abordam a memória da violência e da guerra civil na Guatemala, focando em temas de infância e trauma.
  • A exposição é realizada em colaboração com a fundação de Francesca Thyssen, TBA21, e utiliza elementos simples para discutir questões complexas.
  • Entre as obras, estão esculturas de flamingos de plástico e a instalação “Cuna e arrullo”, que representa a experiência do artista em um lar para crianças refugiadas.
  • A instalação “O dedo reptiliano de Deus” também é destaque, abordando teorias da conspiração de maneira crítica e divertida.

Naufus Ramírez-Figueroa, artista guatemalteco, apresenta sua nova exposição “Espectros luminosos” no Museu Reina Sofía, em Madrid, até 20 de outubro. A mostra destaca performances e esculturas que exploram a memória da violência e da guerra civil na Guatemala, refletindo sobre infância e trauma.

A exposição, que conta com a colaboração da fundação de Francesca Thyssen, TBA21, traz uma abordagem inovadora. Ramírez-Figueroa utiliza elementos simples para abordar temas complexos, como a violência histórica, através da luminosidade do jogo e da infância. A performance em vídeo “A ilusão da matéria” (2015) é um exemplo disso, onde crianças interagem com um teatrinho precário, simbolizando a fragilidade da memória.

Entre as obras, destacam-se esculturas de flamingos de plástico e a instalação “Cuna e arrullo”, que apresenta criaturas híbridas em berços, evocando a experiência do artista em um lar para crianças refugiadas. Essas obras desafiam a lógica naturalista e oferecem uma reflexão sobre o passado, misturando o biográfico com o metafórico.

A instalação “O dedo reptiliano de Deus” também se destaca, abordando teorias da conspiração de forma divertida e crítica. Ramírez-Figueroa se aproxima do público com uma honestidade que remete à simplicidade do brincar, permitindo uma nova forma de fazer memória. A exposição é considerada uma das mais evocativas do ano, desafiando a percepção convencional da arte contemporânea.

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