- Estudo da Waterkeeper Alliance aponta contaminação por PFAS em 98% das vias navegáveis testadas nos Estados Unidos.
- A pesquisa coletou amostras de 22 estações de tratamento de água e de áreas com aplicação de biossólidos, em 19 estados.
- Em 95% dos pontos analisados abaixo das estações de tratamento, os PFAS estavam elevados, indicando falha na remoção desses químicos.
- Em 80% dos locais de aplicação de biossólidos houve PFAS acima do observado; mais de 90% de todos os locais excederam padrões de saúde humana.
- Autoridades e organizações defendem regulação mais rígida de toda a classe PFAS, em vez de focar apenas em alguns compostos, diante de pressões de negociações internacionais sobre plásticos.
A Waterkeeper Alliance divulgou um estudo que aponta contaminação por PFAS, os chamados “químicos eternos”, em 98% das vias fluviais testadas nos Estados Unidos. A pesquisa analisou água de 22 estações de tratamento de esgoto e áreas onde biossólidos foram aplicados como fertilizante, em 19 estados.
Os autores identificaram níveis elevados de PFAS downstream de 95% dos pontos avaliados abaixo de plantas de tratamento, sugerindo falhas na remoção desses compostos. O levantamento também registrou aumento de PFAS em 80% dos locais de uso de biossolidos.
O estudo foca comunidades de baixa renda e populações minoritárias. Especialistas ressaltam que grupos negros e latinos carregam desproporcionalmente o peso da contaminação, conforme declarações à imprensa.
Resultados e alcance do estudo
Foram coletados dados upstream e downstream de dispositivos de tratamento e de áreas com aplicação de biossolidos, confirmando a presença generalizada de PFAS no ambiente hídrico.
Implicações para políticas públicas
Ciente das descobertas, o EPA anunciou planos de estender prazos de conformidade para algumas substâncias PFAS, além de revisar regras vigentes. A pesquisadora Kelly Hunter Foster aponta que as normas deveriam abranger toda a classe de PFAS, não apenas os compostos mais discutidos.
Desdobramentos e contexto
A pesquisa coincide com negociações sobre um tratado global de plásticos em Genebra, onde o tema PFAS ganha destaque na regulação de plásticos de uso único. Autoridades ambientalistas ressaltam a necessidade de padrões mais rigorosos para proteger a saúde pública.
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