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Inteligência artificial mapeia ação de novo antibiótico em bactérias intestinais

Pesquisadores do MIT e da McMaster University desenvolvem antibiótico enterololin, que ataca bactérias prejudiciais sem afetar a microbiota saudável.

By using AI to sift through more than 10,000 molecules, researchers found enterololin (inset), a compound that blocks a key pathway in harmful gut bacteria and, in mice with IBD, eased infection without disturbing the rest of the microbiome.
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  • Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade McMaster descobriram um novo antibiótico chamado enterololin, que ataca bactérias nocivas sem prejudicar a microbiota intestinal saudável.
  • O enterololin é promissor para o tratamento de infecções intestinais, especialmente em pacientes com doenças inflamatórias como a doença de Crohn.
  • Utilizando um modelo de inteligência artificial generativa, o mapeamento do mecanismo de ação do antibiótico foi acelerado de anos para meses.
  • O antibiótico demonstrou eficácia superior à vancomicina em testes com camundongos, resultando em recuperação mais rápida e manutenção de uma microbiota saudável.
  • Os ensaios clínicos estão planejados para os próximos anos, com o potencial de contribuir para o combate à resistência antimicrobiana.

Pesquisadores do MIT e da McMaster University anunciaram a descoberta de um novo antibiótico chamado enterololin, que promete revolucionar o tratamento de infecções intestinais, especialmente em pacientes com doenças inflamatórias, como a doença de Crohn. O antibiótico atua de forma mais precisa, atacando apenas as bactérias nocivas, sem prejudicar a microbiota saudável do intestino. Essa abordagem é crucial, uma vez que os antibióticos de amplo espectro frequentemente eliminam também as bactérias benéficas, agravando os sintomas.

Utilizando um modelo de inteligência artificial generativa, a equipe acelerou o mapeamento do mecanismo de ação do enterololin, reduzindo um processo que normalmente levaria anos para apenas alguns meses. Segundo Jon Stokes, professor assistente na McMaster e coautor do estudo, essa descoberta aborda um desafio central no desenvolvimento de antibióticos: entender como as moléculas atuam dentro das bactérias.

Mecanismo de Ação

O enterololin se concentra em inibir a Escherichia coli, uma bactéria que pode agravar inflamações intestinais. Em testes com modelos de camundongos, o antibiótico demonstrou eficácia superior em comparação ao vancomicina, um antibiótico convencional. Os camundongos tratados com enterololin apresentaram uma recuperação mais rápida e uma microbiota intestinal mais saudável.

A equipe utilizou o modelo de IA DiffDock, desenvolvido no MIT, para prever como o enterololin interage com as proteínas bacterianas. O modelo identificou que o antibiótico se liga a uma proteína essencial para o transporte de lipoproteínas em certas bactérias, facilitando a validação experimental das previsões.

Implicações Futuras

Com o potencial de iniciar ensaios clínicos em alguns anos, o enterololin representa um avanço significativo na busca por antibióticos de espectro mais estreito. Além de melhorar a qualidade de vida de pacientes com Crohn, a pesquisa pode contribuir para o combate à crescente resistência antimicrobiana. Yves Brun, professor da Universidade de Montreal, destaca a importância da IA na luta contra bactérias resistentes, ressaltando que essa combinação de métodos de IA pode acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos.

A pesquisa não apenas avança o campo dos antibióticos, mas também exemplifica como a colaboração entre IA e experimentação laboratorial pode transformar a descoberta de medicamentos.

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