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Parque subaquático de ecoesculturas de Miami: carros de concreto para recifes

Reefline avança a partir de 2026 com novas obras, expansão até sete milhas e financiamento atual de $6 milhões, com meta de $30 milhões

Growth potential: the 22 cars that form Erlich’s Concrete Coral are not just an attraction for swimmers and snorkellers—they have been designed to encourage coral growth and attract marine life Photo: Nola Schoder
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  • Reefline é um parque-subaquático de esculturas off-shore em Miami Beach, com vinte e duas carros de concreto submersos a vinte e um pés de profundidade, visando regeneração de corais e biodiversidade marinha.
  • A instalação inicial de Leandro Erlich está a cerca de setecentos metros da praia, a quarenta e quatro metros da orla, e deve se estender por até sete milhas ao longo de dez anos com novas obras e infraestrutura ecológica.
  • A partir de dois mil e vinte e seis, devem entrar obras como Heart of Okeanos e The Miami Reef Star, com módulos geométricos da firma OMA e coberturas de corais no conjunto.
  • O projeto já levantou cerca de seis milhões de dólares, com meta de trinta milhões, financiado por fundos públicos, instituições e apoiadores privados.
  • O acesso ao local pode ser feito por natação, mergulho, snorkel ou pranchas elétricas; durante a Miami Art Week haverá um centro de aprendizado marinho flutuante ancorado no site.

Reefline é um parque-subaquático em Miami Beach que abriga 22 carros de concreto, submersos a cerca de 21 pés de profundidade, a 600 pés da orla. A instalação, idealizada para promover regeneração de recifes e biodiversidade marinha, foi criada pelo artista argentino Leandro Erlich e faz parte de um projeto que une arte pública e infraestrutura ecológica.

O empreendimento é apoiado pela BlueLab Preservation Society, em parceria com a cidade de Miami Beach e uma equipe multidisciplinar de biólogos, engenheiros e artistas. Os carros, construídos com impressão 3D, são projetados para serem cobertos por corais vivos ao longo do tempo, transformando o que antes era símbolo de impacto negativo em habitat marinho.

Desde a instalação, peças de arte submersas passaram a interagir com a vida marinha local, atraindo curiosos que mergulham, nadam ou usam aparelhos de paddleboard elétricos para chegar ao local. A obra visa demonstrar como arte e ciência podem gerar soluções para as mudanças climáticas e ampliar o diálogo público sobre ecologia marinha.

Desdobramentos futuros e financiamento

A partir de 2026 devem ocorrer novas obras no caminho para sete milhas de extensão: Heart of Okeanos, de Petroc Sesti, inspirado no coração de uma baleia azul; e Miami Reef Star, de Carlos Betancourt e Alberto Latorre, com 46 módulos em formato de estrela que terão diâmetro próximo a 90 pés. A arquitetura fica a cargo da OMA, que desenha unidades modulares geométricas para funcionarem como quebra-mar e se adaptarem ao relevo do leito marinho.

O Reefline também mantém um laboratório de coral, em Allapattah, onde Colin Foord, da Coral Morphologic, cultiva várias espécies de corais para grafting nas peças submersas. O objetivo é acelerar o cultivo de corais sobre as estruturas ao longo de três a cinco anos, com cada carro recebendo centenas de corais. O projeto já captou cerca de $6 milhões e aponta meta de $30 milhões para as fases seguintes.

A iniciativa recebeu apoio de fundações e da comunidade local, incluindo financiamento aprovado em 2022 pelo voto popular de Miami Beach, além de apoio de instituições como Knight Foundation e outras apoiadoras. A equipe diz que Reefline pode servir de modelo replicável para cidades costeiras, buscando envolver futuras gerações na ação coletiva pela conservação marinha.

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