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Brasil recebe série especial da Lancet sobre ultraprocessados com Guia Alimentar

Brasil recebe, em português, a série Lancet sobre ultraprocessados, destacando o Guia Alimentar e políticas intersetoriais para prevenir doenças crônicas

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  • Lançamento no Brasil da série The Lancet “Alimentos Ultraprocessados e Saúde Humana” em português, com participação do Ministério da Saúde, Fiocruz, Opas, WFP e Nupens/USP.
  • A série utiliza a classificação Nova de alimentos para separar itens por nível de processamento: in natura/minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultraprocessados.
  • Estudos da edição associam ultraprocessados ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis e discutem políticas para conter produção, marketing e consumo.
  • O Brasil já influenciou Guias Alimentares e programas como PNAE e PSE, priorizando redução de ultraprocessados e alimentação baseada em alimentos in natura; há metas de aquisição da agricultura familiar.
  • O debate destacou a importância de ações intersetoriais, ambientes alimentares e cadeias de abastecimento, com impactos nacionais e aprendizados globais para enfrentar o tema.

Nesta quarta-feira (3), ocorreu no Brasil o lançamento da série Alimentos Ultraprocessados e Saúde Humana da Lancet, em versão em português. O evento teve a participação do Ministério da Saúde, Fiocruz, Opas, WFP e Nupens/USP, destacando políticas intersetoriais e ações nacionais para reduzir ultraprocessados e doenças associadas.

A série de artigos, originalmente lançada em inglês no Reino Unido em 18 de novembro, apresenta a classificação Nova criada por Carlos Monteiro, do Nupens/USP. A abordagem divide alimentos em in natura/minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados, evidenciando impactos na saúde e em políticas públicas.

Envolvidos e temas centrais

Participaram do evento pesquisadores do Nupens/USP, representantes do Ministério da Saúde e gestores de programas como PNAE e PSE. Também estiveram presentes a Fiocruz, a OPAS e o WFP Brasil, além de membros de outros órgãos públicos e de entidades internacionais, que discutiram o papel de políticas públicas na redução de ultraprocessados, com foco na alimentação saudável.

Impacto e ações no Brasil

O segundo estudo apresentado discute estratégias nacionais para conter ultraprocessados, destacando que o Brasil recomendou, desde 2014, a restrição desses alimentos no Guia Alimentar, influenciando o PNAE e a tributação. Pesquisadores ressaltaram a importância de orientar pela linguagem de “prefira” e “evite” e não por imposições.

Perspectivas globais e ações oficiais

O terceiro artigo analisa ações globais para limitar ultraprocessados diante de interesses corporativos, conectando políticas de alimentação à Constituição e a programas de combate à fome. Ao final, debatedores discutiram caminhos práticos para reduzir a influência de ultraprocessados, com participação de organizações internacionais e da sociedade civil.

A iniciativa foi organizada pelo Ministério da Saúde, Fiocruz Brasília, Opas, WFP Brasil e Nupens/USP, com apoio de universidades e órgãos governamentais. O evento também contou com representantes de ministérios e organizações ligadas à alimentação e à nutrição, incluindo uma participação por videochamada do Ministério da Saúde do Peru.

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