- Grangemouth encerrou a refinaria e Mossmorran deverá fechar no próximo ano, reduzindo o potencial de emissão de CO₂ para o projeto Acorn.
- A Storegga colocou sua participação à venda, sugerindo queda de confiança de investidores, apesar dos líderes do projeto afirmarem que isso não significa falha do Acorn.
- A North Sea Transition Authority abriu nova rodada de licenças para armazenar CO₂, oferecendo 14 locais em águas da Escócia e da Inglaterra.
- O governo britânico anunciou £ 200 milhões para CCUS, mas o pagamento só começa em 2026/27.
- O Acorn é controlado por Storegga, Shell e Harbour Energy (cada um com 30%) e enfrenta desafios geológicos e técnicos; autoridades dizem que a venda da participação não compromete a viabilidade comercial.
O projeto Acorn CCUS, em Aberdeenshire, enfrenta incertezas após mudanças recentes no cenário industrial local. Grangemouth encerrou a refinaria e Mossmorran deve fechar no próximo ano, ampliando dúvidas sobre o fornecimento de CO2 para armazenamento. A venda de participação da Storegga sinaliza queda de confiança de investidores.
Os responsáveis pelo Acorn são Storegga, Shell e Harbour Energy, cada um com 30% de participação, com North Sea Midstream Partners detendo 10%. A decisão de Storegga de buscar comprador foi reiterada pela gestão, mesmo que não signifique inviabilidade do projeto, segundo integrantes.
A regulação segue ativo: a North Sea Transition Authority abriu nova rodada de licenças para 14 locais de armazenamento, entre Escócia e Inglaterra, com capacidade aproximada de duas gigatonnes de CO2. Governo britânico comprometeu fundos, mas apenas a partir de 2026/27.
Grangemouth, onde ficava a principal instalação de captura de CO2, encerrou a refinaria; Mossmorran, complexo químico vizinho, deve encerrar no próximo ano. Especialistas avaliam que isso reduz o potencial de CO2 disponível para o armazenamento.
Autores do projeto apontam que, apesar dos obstáculos geológicos e técnicos, há espaço para o armazenamento de grandes volumes de CO2 nos locais identificados. Sinalizam que o Acorn pode gerar receitas e impulsionar a renovação industrial na região.
Críticos ressaltam que a viabilidade depende de financiamento estável e de aprovação regulatória ágil. Desse modo, o governo afirma apoiar o comprador para manter empregos e o potencial econômico regional, sem assumir que o projeto está garantido.
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