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Espécies de ouriço-do-mar à beira da extinção após pandemia marinha

Diadema africanum nas Ilhas Canárias cai quase que completamente; mortes em massa ocorrem no Mar Vermelho, Mediterrâneo e Caribe, elevando incerteza sobre transmissão

The sea urchin’s spikes defend against predators and provide refuge for smaller creatures.
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  • Desde 2021, Diadema africanum nas Ilhas Canárias tem queda de 99,7% em Tenerife e 90% no arquipélago da Madeira, indicando extinção local em várias áreas.
  • Os ouriços são importantes engenheiros de ecossistema, regulando algas e sustentando recifes; sua perda afeta comunidades marinhas.
  • Mortes em massa já foram detectadas no Mar Vermelho, Mediterrâneo, Caribe e oeste do Oceano Índico, com a causa ainda desconhecida.
  • Possíveis fatores incluem transmissão humana e o papel de navegação, correntes e atividade oceânica na dispersão do agente.
  • A evolução da pandemia é incerta; estudo liderado por Iván Cano, da Universidade de La Laguna, aponta preocupação com impactos futuros.

Desde 2021, Diadema africanum, ouriço-do-mar essencial para ecossistemas, vem registrando queda abrupta nas Ilhas Canárias. Em Tenerife, a população sofreu redução de 99,7%, e nas ilhas do arquipélago da Madeira houve queda de 90%. A mudança tem sido observada como um sinal de alerta para recifes e algares da região.

Além do caso canário, pesquisadores identificaram mortes em massa de outras espécies no Mar Vermelho, Mediterrâneo, Caribe e oeste do Oceano Índico. A causa ainda não está definida, com hipóteses que envolvem transmissão entre organismos, navegação e correntes marítimas, sem consenso científico.

Desaparecimento de Diadema africanum

Estudo liderado por Iván Cano, da Universidade de La Laguna, aponta que o declínio ocorreu de forma rápida desde 2021, com impactos sobre a estrutura dos recifes. Oitado como “engenheiros de ecossistema”, os ouriços regulam o crescimento de algas e oferecem abrigo a várias espécies, influenciando a sobrevivência de corais duros.

Os cientistas destacam que a perda do Diadema pode alterar cadeias alimentares locais e reduzir a diversidade marinha. Ainda não há confirmação sobre a propagação do problema para outras regiões, mas especialistas não descartam o risco de expansão.

Perspectivas e próximos passos

A equipe de pesquisa ressalta a necessidade de monitoramento contínuo e de investigações para identificar a causa principal. As autoridades estudam medidas para proteger populações remanescentes e avaliar impactos ecológicos de longo prazo. A colaboração internacional é considerada essencial para esclarecer o quadro na região.

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