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Sífilis mantém ritmo acelerado de crescimento no país

Sífilis em gestantes soma 810.246 casos desde 2005; taxa de 35,4 por mil nascidos vivos em 2024 evidencia avanço da transmissão vertical no Brasil

© MS/Divulgação
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  • Dados do Ministério da Saúde indicam crescimento da sífilis no Brasil, acompanhando tendência mundial, com destaque para gestantes.
  • Entre 2005 e junho de 2025, foram registrados 810.246 casos de sífilis em gestantes, com 45,7% dos diagnósticos na região Sudeste.
  • Em 2024, a taxa nacional de detecção foi de 35,4 por mil nascidos vivos, evidenciando aumento da transmissão vertical.
  • Problemas comuns incluem subdiagnóstico, interpretação inadequada de sorologias no pré-natal (VDRL e testes treponêmicos) e falha no tratamento de parceiros.
  • A Febrasgo recomenda ações de prevenção e capacitação de profissionais de saúde, destacando maior risco entre jovens de 15 a 25 anos e necessidades de manejo da transmissão vertical.

Entre 2005 e junho de 2025, o Brasil registrou 810.246 casos de sífilis em gestantes, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em outubro. A maior parte dos diagnósticos ocorreu na Região Sudeste (45,7%).

A sífilis congênita segue como preocupação, com a taxa de detecção de 35,4 por mil nascidos vivos em 2024. O ritmo de crescimento acompanha a tendência global, apesar de o rastreio pré-natal facilitar o diagnóstico e tratamento.

A realidade é acompanhada por especialistas que destacam subdiagnóstico e falhas na interpretação de sorologia no pré-natal, além do tratamento inadequado de parceiros sexuais. O quadro facilita a transmissão vertical.

Dados atuais e desafios

A distribuição regional mostra 45,7% dos casos na Sudeste, 21,1% no Nordeste, 14,4% no Sul, 10,2% no Norte e 8,6% no Centro-Oeste. A transmissão vertical ganha importância como indicativo de falhas no cuidado pré-natal.

Especialistas ressaltam que o diagnóstico utiliza o VDRL, teste não treponêmico que sinaliza infecção e acompanhamento, e o teste treponêmico, que permanece positivo. A leitura inadequada de resultados favorece a continuidade da infecção.

O manejo inadequado de parceiros também é apontado como fator de reinfecção, aumentando o risco de transmissão para a gestante e para o feto. A equipe de saúde reforça a necessidade de tratamento completo de contatos.

Medidas de prevenção são enfatizadas pela Febrasgo, que promove capacitações para profissionais de saúde e materiais educativos. O objetivo é melhorar a interpretação de sorologias e fortalecer o manejo da transmissão vertical.

Segundo especialistas, a população entre 15 e 25 anos e a terceira idade apresentam maior vulnerabilidade. O uso de métodos de barreira e a conscientização permanecem centrais para reduzir novos casos.

A sífilis gestacional pode evoluir para sífilis congênita caso o diagnóstico não seja adequado. Em gestantes com infecção recente, o risco de comprometimento fetal é elevado, o que reforça a urgência de ações de prevenção.

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