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10% de 70+ no Reino Unido com alterações cerebrais semelhantes ao Alzheimer

Mais de um milhão de pessoas com mais de setenta anos poderiam atender aos critérios de antiamiloide, frente à estimativa de setenta mil do NHS

The findings from the first-ever population-based research give a clear, real-world picture of how common the disease’s brain changes are in ordinary, older people.
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  • Estudo com quase 11.500 pessoas mostrou que mais de 1 milhão de britânicos com mais de 70 anos atenderiam aos critérios clínicos da terapia anti-amilóide, bem acima dos 70 mil estimados pelo NHS.
  • Aproximadamente 10% das pessoas com 70 anos ou mais apresentam alterações no cérebro semelhantes às da doença de Alzheimer, indicando maior frequência dessas mudanças na população geral.
  • O estudo utilizou um teste de sangue (p-tau217) que consegue identificar Alzheimer mais cedo, mas a detecção dessas alterações não equivale a um diagnóstico de demência.
  • Especialistas dizem que esses dados, considerados os primeiros números diretos da população, potencializam diagnósticos precoces e o uso desses testes na prática clínica, incluindo atenção primária, no NHS.
  • Dados por faixa etária mostram menos de 8% entre 50 e 60 anos com o marcador, around um terço entre 70 anos e cerca de dois terços acima de 90; o número de pessoas com demência no Reino Unido deve crescer nos próximos anos.

O estudo, divulgado na Nature, aponta que mais de 1 milhão de britânicos com mais de 70 anos poderiam atender aos critérios clínicos do Nice para terapia anti-amyloid. A pesquisa nacional, envolvendo quase 11.500 pessoas, traz uma leitura real do quanto as mudanças no cérebro associadas ao Alzheimer são comuns na população idosa. O trabalho não é diagnóstico, mas sugere potencial para identificação precoce.

A análise utilizou um teste de sangue, o p-tau217, para detectar alterações ligadas à doença. Os dados são de uma amostra selecionada aleatoriamente, o que reduz vieses de clínicas. A pesquisa não indica quem vai desenvolver demência, apenas aponta a presença de marcadores no cérebro.

Os resultados aparecem em contraste com estimativas da NHS, que aponta cerca de 70 mil pessoas elegíveis para terapia anti-amyloid, caso haja financiamento. Entre os envolvidos, especialistas destacam o valor do método para diagnóstico precoce e para orientar estudos de a) uso em prática clínica e b) avaliação de tratamentos.

Implicações e perspectivas

  • A authors ressaltam que o teste pode ajudar na triagem, com aplicação inicial em ambientes de saúde primária.
  • A equipe liderada por Dag Aarsland, da King’s College London, aponta que novas evidências são necessárias para traduzir o teste em uso clínico amplamente.
  • Pesquisadores como Tara Spires-Jones destacam a importância de entender a utilidade do teste no NHS, hoje ainda não disponível de forma generalizada.

Especialistas enfatizam que o estudo mostra uma nova era na pesquisa de demência, com possibilidade de identificar alterações cerebrais antes de sinais clínicos. Contudo, a escala de potenciais beneficiados ocupa custos elevados e riscos atuais de terapias. O foco permanece em entender como aplicar os testes em consultórios médicos.

Atualmente, quase 1 milhão de pessoas no Reino Unido vivem com demência. Estima-se que esse total aumente para cerca de 1,4 milhão até 2040, sem inclusão de indivíduos com alterações cerebrais ainda não manifestadas como demência.

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