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Reuso de materiais de construção molda o ambiente ao nosso redor

Engenheiros devem projetar materiais para reutilização desde o início, promovendo circularidade e transformar resíduos em insumos de alto valor

Metallurgist Diran Apelian led the Department of Materials Science and Engineering’s Wulff Lecture on Nov. 19, urging researchers to engineer reuse and recycling into materials from the start.
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  • O metallurgista Diran Apelian, ex-aluno do MIT, proferiu a palestra no MIT Department of Materials Science and Engineering em nov. 19, defendendo que a reutilização deve ser integrada desde o design.
  • Ele pediu uma mudança de mentalidade: alcançar a circularidade de materiais para manter recursos no fluxo econômico por mais tempo, em vez de extrair, processar e descartar.
  • Exemplos citados incluem o uso de sucata de alumínio para componentes aeroespaciais e a reciclagem de baterias de íon de lítio para obter materiais de cátodo por meio do “black mass”.
  • Apelian mencionou pesquisas e startups associadas, como Solvus Global e Valis Insights, além de trabalhos na Universidade da Califórnia em Irvine, com foco em rotas de alto valor para resíduos metálicos.
  • O discurso reforçou a importância de modelos de negócios e políticas que incentivem a responsabilidade estendida do fabricante, incluindo a ideia de os produtores assumirem carros no fim de vida.

Diran Apelian, engenheiro metalúrgico e graduado pelo MIT, defendeu a necessidade de projetar materiais e produtos com reutilização integrada desde o início. Em palestra da DMSE no MIT, ele alertou para o crescimento da demanda por metais como cobre, níquel, ferro e manganês, impulsionada pela expansão populacional nas últimas décadas.

Segundo Apelian, o desperdício de recursos esgota reservas e consome energia. Ele citou que chips de computador passaram de 11 elementos em 1980 para 52 hoje, ilustrando a complexidade crescente dos materiais usados no dia a dia e a necessidade de mudanças no design e na cadeia de valor.

O cientista propõe a circularidade de materiais como eixo central, em vez do ciclo tradicional de extrair, processar, usar e descartar. A ideia é manter os minerais oriundos da Terra em circulação, prolongando sua vida útil na economia.

Paralelamente, Apelian apontou caminhos práticos para recuperar valor de resíduos pós-consumo. Entre eles, o processamento de sucata de alumínio com sortimento automatizado, aprendizado de máquina e práticas de fundição mais modernas, para reaplicar em componentes aeroespaciais e estruturas automotivas.

O pesquisador, que também atua como professor na Universidade da Califórnia em Irvine, destacou iniciativas de startups associadas ao Solvus Global, como a Valis Insights, que usa sensores para classificar sucatas com alta precisão. O objetivo é melhorar a qualidade e o desempenho dos materiais reciclados.

Além disso, Apelian mencionou pesquisas sobre reciclagem de baterias de íon de lítio, incluindo um processo co-inventado que gera um subproduto rico em massas negras útil para matérias-primas de novas baterias. Ele mencionou ainda trabalhos sobre recuperação de metais de subprodutos da produção de alumínio e de resíduos mineiros.

Respeito à mudança de paradigma

Na visão do pesquisador, mudanças em modelos de negócios e políticas públicas são essenciais para viabilizar a economia circular. Ele sugeriu, como exemplo, que fabricantes poderiam ser responsabilizados pelo retorno de veículos no fim da vida útil, o que aumentar a incentivos para design com reparo e reutilização.

Durante a fala, estudantes de DMSE comentaram a importância da circularidade. Uma aluna citou a Patagonia como exemplo de empresa que incentiva reparos, reconhecendo o desafio de escalar essas práticas. Outros alunos destacaram a necessidade de ampliar esse movimento.

Apelian encerrou reforçando que o avanço depende de ações concretas em escala. Em suas palavras, o desafio é grande, mas as oportunidades associadas aos problemas de materiais podem orientar pesquisas e inovações para um uso mais eficiente dos recursos.

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