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Projeto Ártemis analisa genética de pacientes que sofreram AVC

Projeto Ártemis-Brasil avalia genética de pacientes com AVC isquêmico para moldar a medicina de precisão no SUS

Rio de Janeiro - O presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão participam da inauguração do centro de radiocirurgia do Instituto Estadual do Cérebro, no centro do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
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  • O estudo Ártemis-Brasil, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, avalia a genética de pacientes que tiveram AVC isquêmico e é financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Proadi-SUS.
  • Onze centros de referência no atendimento ao AVC participam do estudo, que pretende incluir mil participantes até o final de 2026: cinco centenas com AVC isquêmico e cinco centenas de pessoas sem histórico da doença.
  • A proposta é mapear o genoma humano para entender riscos genéticos e como o perfil de cada paciente pode influenciar o tratamento no Sistema Único de Saúde.
  • O AVC isquêmico é o tipo mais comum, representando cerca de oitenta e cinco por cento dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
  • O projeto visa ampliar a medicina de precisão no SUS, com capacitação de equipes em genética, aconselhamento genético e conceitos de medicina de precisão.

O Projeto Ártemis-Brasil avalia a relação entre genética e AVC isquêmico. O estudo, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e financiado pelo Ministério da Saúde via Proadi-SUS, busca mapear o genoma de pacientes que sofreram esse tipo de acidente.

Onze centros de referência no atendimento a AVC participam do estudo, distribuídos em todas as regiões do país. A iniciativa já começou e já incluiu o primeiro participante em novembro passado. A meta é chegar a mil participantes até o fim de 2026.

Foco do estudo e impactos esperados

Participantes incluem 500 pacientes com AVC isquêmico e 500 pessoas saudáveis para comparação. A ideia é entender alterações genéticas associadas à doença e como o perfil genético pode orientar tratamentos no SUS. O projeto integra o Programa Genomas Brasil.

A neurologista Ana Cláudia de Souza, investigadora principal, afirma que a iniciativa pode ampliar a medicina de precisão no SUS, permitindo cuidados mais personalizados. Ela ressalta a necessidade de expandir o atendimento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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