- O estudo Ártemis-Brasil, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento, avalia a genética de pacientes que tiveram AVC isquêmico e é financiado pelo Ministério da Saúde por meio do Proadi-SUS.
- Onze centros de referência no atendimento ao AVC participam do estudo, que pretende incluir mil participantes até o final de 2026: cinco centenas com AVC isquêmico e cinco centenas de pessoas sem histórico da doença.
- A proposta é mapear o genoma humano para entender riscos genéticos e como o perfil de cada paciente pode influenciar o tratamento no Sistema Único de Saúde.
- O AVC isquêmico é o tipo mais comum, representando cerca de oitenta e cinco por cento dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
- O projeto visa ampliar a medicina de precisão no SUS, com capacitação de equipes em genética, aconselhamento genético e conceitos de medicina de precisão.
O Projeto Ártemis-Brasil avalia a relação entre genética e AVC isquêmico. O estudo, coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento e financiado pelo Ministério da Saúde via Proadi-SUS, busca mapear o genoma de pacientes que sofreram esse tipo de acidente.
Onze centros de referência no atendimento a AVC participam do estudo, distribuídos em todas as regiões do país. A iniciativa já começou e já incluiu o primeiro participante em novembro passado. A meta é chegar a mil participantes até o fim de 2026.
Foco do estudo e impactos esperados
Participantes incluem 500 pacientes com AVC isquêmico e 500 pessoas saudáveis para comparação. A ideia é entender alterações genéticas associadas à doença e como o perfil genético pode orientar tratamentos no SUS. O projeto integra o Programa Genomas Brasil.
A neurologista Ana Cláudia de Souza, investigadora principal, afirma que a iniciativa pode ampliar a medicina de precisão no SUS, permitindo cuidados mais personalizados. Ela ressalta a necessidade de expandir o atendimento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
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