- A Starlink vai reposicionar seus satélites, passando de 550 km de altitude para cerca de 480 km, ao longo de 2026, para melhorar a segurança da órbita.
- Com a nova altura, satélites no final de vida útil entrarão em decaimento balístico em poucos dias, em vez de mais de quatro anos na posição anterior.
- A mudança reduz a congestão orbital e a poluição por detritos, além de tornar a órbita menos lotada.
- A Amazon pretende colocar até 1.600 satélites do serviço Leo entre 590 km e 630 km de altitude, com lançamento comercial previsto para este ano; a Starlink deve elevar sua velocidade para 1 Gbps em 2026.
- A Starlink também atende às Forças Armadas dos Estados Unidos via Starshield, rede militar que deverá contar com 480 satélites até o fim do ano.
Starlink vai reduzir a altitude de seus satélites ao longo de 2026, de 550 km para cerca de 480 km. A mudança visa reposicionar a constelação para ficar mais próxima da Terra, com impactos na gestão orbital e na decepção de satélites ao fim da vida útil.
O anúncio foi feito por Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink. A decisão está sendo coordenada com outras empresas do setor e com o US Space Command, segundo o executivo. O objetivo é aumentar a segurança orbital.
Com a nova altitude, os satélites em fim de vida vão decair em poucos dias, segundo Nicolls. Atualmente, esse processo pode levar anos. A órbita mais baixa também reduz a congestão de detritos espaciais.
A medida surge em meio a riscos recentes em órbita. Um satélite Starlink a 560 km quase atingiu um satélite chinês, a menos de 200 metros de distância, segundo relatos públicos.
Competição e mudanças de cenário
Até o fim do ano, a Amazon planeja colocar 1.600 satélites do Leo em órbita, para competir com o Starlink. A rede Leo deve operar entre 590 km e 630 km de altitude e chegar a 3 mil satélites até 2029.
A Amazon afirma que o Leo pode alcançar velocidades de até 1 Gbps, superior ao que o Starlink oferece atualmente. A Starlink anunciou que também pretende chegar a 1 Gbps em 2026.
Além de internet comercial, a Starlink fornece serviços à Força Aérea dos EUA por meio da rede Starshield. Estima-se que o Starshield conte com cerca de 480 satélites até o final do ano.
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