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Gripe altamente transmissível infecta mais de 2.500 australianos

Cepa de gripe Subclado K, apelidada Super-K, já infecta mais de 2.500 australianos, com queda de vacinação entre vulneráveis e potencial sobrecarga ao sistema de saúde

Despite the aggressive spread of Super-K, the flu vaccine protects against severe illness, health authorities say.
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  • Mais de 2.500 australianos começaram o ano com uma gripe muito transmissível, causada pela Influenza A (H3N2) subclade K, apelidada de Super-K.
  • O vírus já se espalhou para mais de trinta países, e autoridades sinalizam o possível pior ano desde o início do monitoramento, há 35 anos.
  • Não há indicação de maior gravidade; as mutações ajudam a transmissão, mas as vacinas continuam protegendo contra formas graves da doença.
  • As taxas de vacinação caíram entre grupos vulneráveis: apenas 25,7% de crianças de seis meses a cinco anos foram vacinadas em 2025, e 60,5% das pessoas com 65 anos ou mais receberam a vacina.
  • Em NSW, mais de um terço dos casos recentes foram reportados; há 284 infecções em crianças de até quatro anos nos últimos sete dias.

O estado de alerta se mantém diante de uma influenza altamente transmissível que já infectou mais de 2.500 brasileiros na virada do ano, segundo autoridades de saúde. A prática sugere preocupação com a possibilidade de o país enfrentar o pior ano desde que o monitoramento começou há 35 anos.

A cepa em pauta é o Influenza A (H3N2) subclade K, apelidada de Super-K. Ela foi identificada pela primeira vez em setembro no Peter Doherty Institute, em Melbourne, e já se espalhou para mais de 30 países.

Dados do National Notifiable Disease Surveillance System indicam 284 casos entre crianças de até quatro anos nos últimos sete dias. A transmissão acelerada não aponta, porém, para maior gravidade da doença, apenas maior capacidade de disseminação.

Prof. Ian Barr, do WHO Collaborating Centre, aponta que a origem da Super-K pode ter ocorrido nos Estados Unidos, em números iniciais baixos, em meados de 2025. A partir de agosto, a cepa começou a surgir na Austrália, com aceleração a partir de outubro.

Em Nova Gales do Sul, dados locais mostram aumento semanal de atendimentos por síndrome gripal, com mais de 370 casos por semana em novembro. Até a metade de novembro, emergências registravam elevação significativa, segundo NSW Health.

Até o momento, mais de um terço dos casos recentes foram identificados em NSW, embora o total possa representar uma fração pequena dos infectados, conforme o ministro da saúde, Ryan Park. Vaccination rates caem entre grupos vulneráveis.

A vacinação contra a gripe teve queda relevante em 2025: apenas 25,7% de crianças de seis meses a cinco anos foram vacinadas, o menor índice desde 2021, e a cobertura entre maiores de 65 anos caiu para 60,5%. Dados indicam tendência de queda.

O NSW Respiratory Surveillance Report aponta mais de 3.000 notificações laboratoriais semanais no meio de dezembro, aumento de 15% em relação à semana anterior, sinal de temporada de gripe pouco habitual para o período.

Barr afirma que a Super-K parece “muito fit”, com capacidade de infectar rapidamente. Mesmo assim, não há indicação de maior gravidade em comparação a outras variantes preexistentes do H3N2.

A boa notícia internacional é que, segundo pesquisas da UE, a eficácia da vacina antiga contra a Super-K foi relativamente boa: 72,8% para crianças, 66,3% para adultos 18-64, e queda para idosos acima de 65 anos, em 31,7%. A vacinação continua como principal proteção disponível.

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