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Pílulas que se comunicam no estômago podem melhorar adesão à medicação

Pílula com antena de radiofrequência biodegradável pode reportar ingestão, ajudando a melhorar a adesão ao tratamento.

The outer layer of the capsule is made from gelatin coated with materials that block any radio frequency signal from being emitted (top left). Once the capsule is swallowed, the coating breaks down, releasing the drug along with the RF antenna (top right and bottom left). The materials are bioresorbable (bottom right).
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  • MIT desenvolveu cápsula capaz de reportar se o medicamento foi engolido, usando antena de radiofrequência biodegradável.
  • A antena é feita de zinco e fica integrada a uma partícula de celulose; o conjunto se dissolve no estômago em dias.
  • A cápsula libera o fármaco e a antena, que envia sinal para um receptor externo confirmar a ingestão em até 10 minutos.
  • O chip RF utilizado não é biodegradável; ele precisa ser excretado pelo organismo, enquanto os demais componentes se decompõem.
  • O objetivo é melhorar a adesão ao tratamento, especialmente para pacientes com transplante, infecções crônicas ou uso prolongado de medicamentos.

Pelo menos uma linha de pesquisa em MIT caminha para tornar a tomada de medicamentos mais confiável. pesquisadores desenvolveram cápsula capaz de comunicar ao exterior se foi engolida, usando antena de radiofrequência biodegradável.

O sistema pode ser incorporado a cápsulas já existentes e, após a ingestão, a maioria dos componentes se dissolve no estômago. Um microchip RF não biodegradável é excretado pelo trato digestivo.

O que há de novo

A antena de RF é feita de zinco acoplado a uma partícula de celulose, protegida por revestimento de gelatina com camada de celulose e tungstênio ou molibdênio. A cápsula libera o medicamento e a antena ao ser ingerida.

Quando ativada, a antena envia sinal para um receptor externo, que, em conjunto com o pequeno chip RF, confirma a deglutição em até 10 minutos. Em testes com modelo animal, o sinal foi captado a até dois pés de distância.

Quem está envolvido

Giovanni Traverso, professor associado de engenharia mecânica no MIT e gastroenterologista do Brigham and Women’s Hospital, lidera a pesquisa. Mehmet Girayhan Say e Sean You são autores principais do estudo publicado em Nature Communications.

Os pesquisadores destacam que o objetivo é auxiliar pacientes que precisam seguir regime terapêutico prolongado, como transplantados recebendo imunossupressores ou indivíduos com infecções crônicas como HIV ou TB.

Por que isso importa

O método busca aumentar a adesão ao tratamento, reduzindo mortes evitáveis e custos médicos. A abordagem é bioresorbível, minimizando riscos de obstrução intestinal, com a antena de zinco integrada a uma cápsula de entrega.

Outras aplicações potenciais incluem pacientes com stents, doenças infecciosas crônicas e condições neuropsiquiátricas que dificultam a adesão. O estudo ressalta que a segurança a longo prazo ainda será avaliada antes de uso clínico amplo.

Próximos passos

A equipe planeja mais estudos pré-clínicos e futuros testes em humanos. A ideia é desenvolver um dispositivo vestível capaz de receber o sinal e repassar as informações à equipe de saúde do paciente. Novo financiamento apoiou a pesquisa.

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