- O Givati Parking Lot, espaço que abriu para arqueologia em 2007, permite explorar até cerca de 100 pés de profundidade e já revelou 13 civilizações diferentes, com várias descobertas de alto valor histórico.
- Em 2023, os trabalhos identificaram um fosso (moat) de cerca de 30 pés de largura e profundidade, separando a cidade baixa do templo e do palácio no alto da colina.
- Em 2022, foram encontrados fragmentos de marfim usados em mobiliário de uma casa palaciana destruída pelos babilônios, primeira prova de marfim em Jerusalém antiga, remetendo ao período de Salomão.
- Em um conjunto de oito cômodos de um centro cultual próximo à nascente de Gihon, foram localizadas uma prensa de azeite, uma prensa de vinho e uma masseba (pedra de culto) — elementos ligados a rituais da época.
- A fundação Cidade de Davi planeja abrir o Kedem Center e avaliar a viabilidade de um teleférico que ligaria o local ao Muro das Lamentações, visando ampliar o acesso de visitantes sem ofuscar o valor histórico do sítio.
O City of David, área mais antiga de Jerusalém, revela descobertas arqueológicas contínuas desde o século 21. Em meio a camadas de ruínas, pesquisadores desenterram evidências que ligam fontes de água a estruturas cultuais, ampliando o mapa do passado da cidade.
A pesquisa, conduzida pela City of David Foundation, também chamada Elad, tem como objetivo transformar o local no principal centro turístico nacional. A fundação atua desde os anos 1990, com foco na preservação e na divulgação de vestígios da origem de Jerusalém.
Entre as escavações mais relevantes está o setor de Givati Parking Lot, aberto aos arqueólogos em 2007. Ao longo de 17 anos, foram reveladas moedas de ouro, joias e, recentemente, um anel de ouro. ivório antigo também foi encontrado.
Novas descobertas e contexto histórico
Pesquisas indicam que o sítioodia abriga camadas de até 13 civilizações diferentes, ultrapassando 200 anos por nível. Em 2023, apareceu um fosso maciço que separa a cidade baixa do templo e do palácio, sugerindo uma paisagem monumental anterior às descrições bíblicas.
Localizada a poucos passos do Gihon Spring, uma área de oito cômodos cogitados como um santuário mostra indícios de rituais, com prensa de azeite e lagares de vinho. As peças apontam para uso litúrgico durante períodos do Médio Bronze II.
Significados bíblicos e perspectivas
Entre os vestígios, destaca-se uma pedra de apoio, ou masseba, que pode marcar locais de significação religiosa. A proximidade com o manancial reforça a ideia de integração entre fonte de água e espaço sagrado, tema central para a compreensão do território na Bíblia.
Explorações contam com a participação de estudiosos internacionais, incluindo especialistas da Albright Institute. A cada nova camada, surgem indícios de como antigas estruturas se conectavam ao cenário de David, Salomão e o templo.
Planos de uso público e debate
A obra de campo prepara a construção do Kedem Center, um complexo de visitantes de várias plantas. Um projeto de teleférico proposto pela fundação visa ampliar o acesso à Muralha Ocidental e ao City of David, com término no topo do centro.
A organização busca equilibrar a fruição pública com a preservação do sítio, diante de controvérsias sobre impactos culturais e históricos. Pesquisadores ressaltam o potencial para entender melhor a história bíblica.
Interpretações e impacto acadêmico
Entre especialistas, há consenso de que as descobertas ajudam a situar em contextos definidos momentos bíblicos, como a formação de Jerusalém e a trajetória da Arca da Aliança. A relação entre David, Salomão e outros personagens ganha novos contornos.
O material científico já utilizado em estudos de referência, incluindo análises de artefatos e de estruturas comparáveis, sustenta interpretações sobre a organização da antiga cidade. O debate entre arqueologia e narrativa bíblica permanece ativo.
Perspectivas futuras
Pesquisas no Givati continuam, com expectativa de ampliar a compreensão de métodos construtivos e rituais. A equipe estima que novas camadas venham a revelar mais segredos da cidade antiga e de sua relação com o Templo.
Para entender plenamente a história da Arca e de Jerusalém, os arqueólogos ressaltam a importância de evidências complementares, vindas de diferentes setores do sítio. O foco é manter rastros com rigor científico e neutralidade.
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