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Estudos ligam conservantes alimentares ao maior risco de diabetes e câncer

Estudos associam maior consumo de conservantes alimentares ao aumento do risco de diabetes tipo 2 e câncer, com implicações para regulações globais

The studies’ authors urged manufacturers to limit preservatives and backed recommendations for consumers to eat fresh foods Illustration: Peter Dazeley/Getty Images
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  • Dois estudos, publicados na Nature Communications e no BMJ, associam maior consumo de alguns preservantes alimentares a maior risco de diabetes tipo 2 e de câncer, com dados de mais de cem mil franceses no estudo NutriNet-Santé (2009 a 2023).
  • No estudo sobre câncer, 11 dos 17 preservantes avaliados individualmente não mostraram relação com câncer; porém maior consumo de alguns conservantes esteve ligado a maior risco de câncer em comparação a não ou menor consumo.
  • Exemplos de preservantes com associação de maior risco: sorbato de potássio (câncer geral 14%, câncer de mama 26%), sulfitos (câncer geral 12%), nitrito de sódio (próstata 32%), nitrato de potássio (câncer geral 13%, câncer de mama 22%), acetatos totais (câncer geral 15%, câncer de mama 25%) e ácido acético (câncer geral 12%).
  • O estudo é observacional, não prova causalidade; ainda assim os resultados são consistentes com dados experimentais sobre efeitos adversos de preservantes.
  • No estudo sobre diabetes tipo 2, maior ingestão total de preservantes, preservantes não antioxidantes e aditivos antioxidantes esteve associada ao aumento da incidência da doença, em 47%, 49% e 40%, respectivamente; 12 dos 17 preservantes avaliados individualmente também mostraram associação com maior risco.

Estudos associam maior consumo de alguns conservantes a maior risco de câncer e diabetes tipo 2. Pesquisadores analisaram dados dietéticos de mais de 100 mil franceses do estudo NutriNet-Santé, entre 2009 e 2023, publicados em Nature Communications e BMJ. Os trabalhos avaliam preservação de alimentos ultraprocessados e implicações para a proteção ao consumidor.

Os autores ressaltam a necessidade de mais pesquisas, mas defendem a reavaliação de regulamentações sobre o uso de conservantes em produtos industrializados. Conservantes estendem a vida útil, mas estudos anteriores já mostraram efeitos danosos no nível celular e de DNA. A evidência ainda não é conclusiva sobre causalidade.

Estudo sobre câncer

No estudo publicado pelo BMJ, 17 conservantes foram avaliados individualmente. Entre eles, 11 não mostraram associação com câncer. Não houve ligação entre o consumo global de conservantes e câncer, mas maiores ingestões de alguns compostos estiveram associadas a riscos maiores.

Por exemplo, o sorbato de potássio associou-se a 14% de aumento no risco de câncer em geral e 26% de risco de câncer de mama. Sulfitos também apresentaram relação com maior incidência de câncer. Nitrito de sódio elevou o risco de câncer de próstata em 32%.

Outros aditivos mostraram associações com câncer em níveis variados, como nitrato de potássio e acetatos. Os pesquisadores destacam que alguns compostos podem alterar respostas imunes e inflamatórias, potencialmente contribuindo para o desenvolvimento de câncer. Trata-se de estudo observacional, sem prova de causalidade.

Estudo sobre diabetes

O estudo da Nature Communications avaliou a relação entre ingestão total de conservantes e o risco de diabetes tipo 2. A análise mostrou aumento de incidência de diabetes com maior consumo de conservantes, inclusive de aditivos não antioxidantes e de aditivos antioxidantes.

Entre os 17 conservantes analisados individualmente, 12 estiveram ligados a maior risco de diabetes quando consumidos em maior quantidade. Os pesquisadores destacam que os resultados estão alinhados com dados experimentais sobre efeitos prejudiciais de alguns compostos.

Os autores ressaltam que o estudo é observacional e não exclui influências de fatores não medidos. Ainda assim, trata-se de uma das maiores bases de dados alimentares ligada a registros de saúde por 14 anos, o que fortalece a consistência dos sinais encontrados.

Observações finais

Os pesquisadores sugerem que órgãos de saúde reavaliem a segurança de aditivos usados como conservantes, balanceando benefícios do preservante e riscos potenciais de câncer e diabetes. Enquanto novas evidências surgem, incentivam fabricantes a reduzir o uso de conservantes desnecessários e promovem escolhas por alimentos menos processados. Sources creditadas aos estudos, sem divulgação de contatos de outros portais.

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