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O lago Rouge, no Quebec, desapareceu: foi um evento natural ou ação humana?

Desaparecimento de Lake Rouge, em Quebec, levanta dúvidas: foi evento natural excepcional ou ação humana, com impactos ambientais e risco de novas ocorrências

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Lake Rouge after it broke its banks and emptied
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  • Lago Rouge, em Waswanipi, no norte do Quebec, sumiu repentinamente e a água percorreu quase dez quilômetros sobre terra até um lago maior.
  • Não houve feridos; a água sumiu de forma abrupta, sem passar pelos canais normais de drenagem, gerando dúvidas sobre se foi um desastre natural incomum ou influência humana.
  • especialistas e membros da comunidade Cree apontam que podem haver fatores combinados, como geologia local, neve, derretimento rápido na primavera, incêndios florestais e desmatamento/registro de manejo de floresta.
  • relatórios indicam que queimadas recentes e a retirada de vegetação madura afetam aquíferos e margens, tornando o solo mais instável e propenso a desmoronamentos que drenam lagos.
  • autoridades e estudiosos ainda não chegaram a uma conclusão definitiva; há necessidade de monitorar áreas semelhantes na região para entender riscos futuros.

Lake Rouge, um lago de cerca de 3 km², desapareceu no norte de Quebec após um incidente ocorrido em maio. A água drena para um barranco de lama que se formou a nordeste, levando quase 10 km até um lago maior. O motivo ainda não está definido.

Manoel Dixon, 26 anos, estava com a família no acampamento de caça perto de Waswanipi quando recebeu a mensagem: Lake Rouge sumiu. No dia seguinte, a família confirmou a ausência de água e encontrou peixes mortos e aves ao redor do leito seco.

A comunidade Cree de Waswanipi reagiu com reunião de emergência convocada pela chefe Irene Neeposh. Não havia aprovação de culpados nem um protocolo definido para esse tipo de evento.

O que se sabe até agora

Especialistas e pesquisadores veem o caso de Lake Rouge como inédito. Trata-se de uma saída súbita de água sem passar pelo manancial, algo incomum para lagos não glaciares.

Estudos indicam que o lago era elevado, os margens eram frágeis e houve neve alta no inverno, seguida de degelo rápido na primavera. Esses fatores podem ter contribuído para o deslocamento da água.

Florestas foram afetadas por incêndios recentes em Quebec. Um relatório aponta que a retirada de vegetação ao redor de lagos pode favorecer inundações súbitas ao aumentar o escoamento.

Fatores ambientais e possíveis causas

Profissionais ressaltam que o solo fragilizado pela queimada e pelo manejo florestal facilita a ruptura de margens. A escassez de cobertura vegetal intensifica o escoamento de água para rios e lagos vizinhos.

Pesquisadores também destacam o papel do lençol freático, que pode subir com o recorte de solo e o rebaixamento da vegetação. Mudanças climáticas locais costumam ampliar esse efeito.

A hipótese natural não é descartada, mas estreita-se a avaliação sobre impactos humanos, como manejo do fogo, desmatamento e hidrologia regional. O debate segue entre comunidades locais e cientistas.

Perspectivas e próximos passos

Especialistas defendem estudos adicionais para mapear a relação entre queimadas, desmatamento e deslocamento de água na região de Waswanipi. A região permanece sob monitoramento para quadros similares.

Autoridades locais buscam entender se há outras áreas com risco de desmoronamento de margens ou drenagem abrupta. Os envolvidos enfatizam a necessidade de comunicação com a população.

O caso de Lake Rouge é colocado como referência para a compreensão de eventos extremos de água em áreas com histórico de fogo e manejo florestal intenso, na tentativa de prever ocorrências futuras.

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