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Possível vestígio da caça às baleias mais antigo do mundo pode estar no Brasil

Evidência mais antiga de baleação é encontrada no Brasil: arpões de osso de baleia usados há cinco mil anos em sambaquis de Santa Catarina

Fotografia dos moradores da remota área indígena de Nusa Tenggara Oriental utilizam métodos ancestrais de caça para capturar baleias para alimentação e obtenção de materiais.
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  • Evidência antiga de baleação foi encontrada na costa brasileira, com arpões de ossos de baleia usados há cerca de cinco mil anos por habitantes locais.
  • Os arpões foram descobertos em sambaquis na Baía de Babitonga, litoral norte de Santa Catarina, onde existem mais de duzentos depósitos fossilíferos.
  • Os artefatos estavam guardados no Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville e foram usados como fonte de cal entre 1940 e 1950 durante a construção de estradas.
  • A identificação foi feita pela arqueóloga molecular Krista McGrath, em parceria com a arqueóloga Tatiane Andaluzia; os ossos pertenciam à baleia-franca-austral.
  • A descoberta sugere baleação antiga na região e reforça a necessidade de mais pesquisas para confirmar o registro, sem descartar a possibilidade de novas evidências em acervos museológicos.

Foi identificada a evidência mais antiga de baleação em território brasileiro, revelando arpões de ossos de baleia com cerca de 5 mil anos. O achado ocorreu na costa de Santa Catarina, em sítios de sambaquis, registrados em estudo recente.

Os artefatos estavam em sambaquis da Baía de Babitonga, onde restos orgânicos e conchas formam montes de até 10 m de altura. Arpões foram encontrados entre artefatos preservados no museu local.

Entre 1940 e 1950, os sambaquis foram usados como fonte de cal para concreto, durante a expansão de infraestruturas no Brasil. Montões foram desmontados, revelando ossos e itens de interesse científico.

Descoberta e identificação

A arqueóloga molecular Krista McGrath, da UAB, e a arqueóloga Tatiane Andaluzia, da UFPR, reconheceram os arpões entre ossos guardados no MASJ. A primeira notou haste reta e ponta afiada ao observar caixas empoeiradas no museu.

Os fragmentos de ossos indicaram baleia franca austral, espécie que se movia lentamente e paria filhotes próximo à costa. Arpões eram acoplados a bexigas de ar para impedir mergulho da presa.

Os arpões mostram que comunidades litorâneas da época tinham técnicas de baleação bem adiantadas, usando barcos simples para capturar mamíferos de grande porte. A caça ofertava alimento e prestígio aos caçadores.

Próximos passos

A pesquisa prossegue para confirmar a datação exata e o desenvolvimento tecnológico envolvido. O estudo ressalta a necessidade de examinar mais sambaquis da região para entender a extensão do uso de arpões.

O trabalho enfatiza ainda que peças arquivadas em museus podem revelar novas evidências quando submetidas a análises modernas. Mais dados devem ampliar o quadro sobre a baleação sul-americana antiga.

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