- OlmoEarth é uma plataforma de inteligência artificial da Allen Institute for AI (Ai2) para entender, em tempo real, o que ocorre na Terra, de maneira acessível sem código.
- A plataforma integra modelos de IA treinados com cerca de dez terabytes de dados de observação ambiental e permite que organizações usem seus próprios dados para monitorar desmatamento e saúde de manguezais.
- O objetivo é democratizar o acesso a essa tecnologia, reduzindo de meses para dias o tempo necessário para obter informações relevantes.
- O desenvolvimento envolveu a harmonização de dados multimodais (inclui radar e dados ópticos) e a criação de uma infraestrutura aberta para que comunidades e grupos compartilhem inovações.
- Os criadores esperam ampliar o alcance, com mais modalidades de dados (como variáveis climáticas) e aplicações em diferentes horizontes temporais e geográficos, mantendo custo-eficiência e rapidez.
OlmoEarth: plataforma de IA para monitoramento ambiental busca democratizar acesso a dados de conservação
A OlmoEarth, plataforma de IA desenvolvida pela Allen Institute for AI (Ai2), integra vários modelos treinados com cerca de 10 terabytes de dados de observação ambiental. Lançada em novembro, a ferramenta processa imagens de satélite e dados de sensores para extrair insights acionáveis.
O objetivo é permitir que pesquisadores e organizações utilizem seus próprios dados para personalizar um modelo base e monitorar tendências como desmatamento ou saúde de manguezais, sem precisar desenvolver modelos do zero.
Beukema, líder da OlmoEarth na Ai2, descreveu a plataforma como uma forma de tornar a tecnologia acessível sem necessidade de conhecimento aprofundado em IA. A proposta é acelerar a obtenção de informações úteis.
Schmitt, diretor sênior de conservação da Ai2, explicou que a ferramenta foca em transformar meses de trabalho em dias, ao permitir que especialistas usem IA sem dominar a tecnologia subjacente. A meta é ampliar o alcance da conservação.
A ideia nasceu a partir de parcerias com organizações como Global Mangrove Alliance e Wetlands International, que relatam longos processos de manejo de dados. A plataforma busca reduzir esse tempo para que ecologistas atuem com mais eficiência.
Beukema detalhou que a tarefa envolve integrar dados multimodais, como radar e ópticos, para entender ecossistemas complexos. O desafio é coordenar várias fontes de informação e tornar isso utilizável por organizações diversas.
A Ai2 quer apoiar comunidades do Sul Global, povos indígenas e outras organizações com menos acesso a dados avançados. A plataforma pretende oferecer infraestrutura aberta e permitir que usuários ajustem modelos conforme suas necessidades locais.
Segundo os entrevistados, o caminho é evoluir a plataforma com mais dados e modalidades, incluindo variáveis climáticas. A ideia é criar uma visão sistêmica das mudanças ambientais, mantendo a eficiência e custos acessíveis para uso operacional.
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