- O NHS Inglaterra expandiu o acesso ao medicamento abiraterona para homens recém-diagnosticados com câncer de próstata não metastático, em toda a Inglaterra.
- Antes, o fármaco era reservado a câncer avançado que se espalhou; Escócia e País de Gales já o utilizavam, o que criava desigualdade regional.
- Aproximadamente 8.000 homens por ano passarão a ter direito ao tratamento; estima-se que as mortes caiam de cerca de 1.900 para menos de 1.000.
- Abiraterona será administrado em combinação com prednisolona e tratamentos padrão como terapia de privação de andrógenos e radioterapia.
- A Prostate Cancer UK chamou a decisão de histórica e salvadora de vidas; o secretário de Saúde, Wes Streeting, disse que a medida melhora a sobrevida e concede anos adicionais de vida.
O NHS expandiu o acesso à abiraterona, medicamento usado no tratamento do câncer de próstata, para toda a Inglaterra. A decisão, apoiada por campanhas e organizações, amplia o perfil de pacientes elegíveis: homens recém-diagnosticados cuja doença não se espalhou além da próstata. A medida tem o objetivo de salvar milhares de vidas.
A abiraterona, que corta a produção de hormônios que alimentam as células cancerígenas, passa a integrar o tratamento padrão ao lado de prednisolona, terapia de supressão de androgênicos (ADT) e radioterapia. Anteriormente, o fármaco era utilizado apenas em casos de câncer de próstata metastático.
A expansão foi assegurada com o apoio de entidades como a Prostate Cancer UK. Estima-se que cerca de 8 mil homens, por ano, passam a ter acesso ao medicamento. Com isso, as autoridades esperam reduzir mortes no grupo de pacientes elegíveis de aproximadamente 1.900 para abaixo de 1.000.
Contexto clínico e perspectivas
Estudos liderados pela University College London e pelo Institute of Cancer Research indicaram que a abiraterona pode reduzir o risco de recidiva da doença e a probabilidade de óbito quando a doença permanece confinada à próstata. Dados apontam benefício significativo em pacientes não metastáticos.
A Prostate Cancer UK afirma que a decisão pode salvar mais de 3 mil vidas nos próximos cinco anos. A entidade ressalta a importância de acesso equitativo ao tratamento, evitando disparidades regionais já observadas entre Inglaterra, Escócia e País de Gales.
O secretário de Saúde, Wes Streeting, celebrou a medida, destacando que a abiraterona melhora a sobrevida e oferece anos adicionais de vida. O NHS ressaltou que a decisão se baseia em evidências clínicas robustas e reforça o compromisso com tratamentos eficazes e baseados em dados.
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