- Tempestade de radiação solar classificada como S4 (nível quatro de cinco) é a maior em mais de vinte anos, e deve gerar auroras boreais em áreas não esperadas na noite de hoje, segunda-feira, 19, e início de terça-feira, 20.
- O impacto esperado inclui possível afetar comunicações via satélite e a precisão do GPS, com efeitos potenciais principalmente em lançamentos espaciais, aviação e operações de satélite.
- O Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), dos Estados Unidos, mantém monitoramento da tempestade e destacou que a última vez que houve nível S4 foi em outubro de 2003.
- Autoridades ressaltaram que operadores de infraestrutura tecnológica crítica foram informados para tomarem precauções, segundo o analista Shawn Dahl.
- Embora seja provável que as operadoras de satélite precisem agir à noite, não se esperam impactos generalizados para o público, conforme o físico Ryan French.
Uma tempestade de radiação solar, classificada como S4 (nível 4 de 5), está se aproximando da Terra e pode gerar auroras boreais em regiões fora do typical. O aviso chega enquanto o Sol libera uma intensa atividade que segue em direção ao planeta.
O monitoramento é feito pelo Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. Segundo o SWPC, é a maior tempestade de radiação solar em mais de 20 anos, com registros anteriores de nível S4 datados de outubro de 2003.
Os efeitos potenciais se concentram principalmente em operações de satélite, aviação e lançamentos espaciais. A comunicação por satélite e a precisão do GPS podem sofrer interrupções temporárias durante os períodos de maior radiação.
A SWPC informou que já está em curso uma série de comunicados para operadores de infraestrutura tecnológica crítica. Conforme avaliação do SWPC, equipes técnicas estão sendo acionadas para mitigar impactos em sistemas sensíveis.
Shawn Dahl, analista de previsão da SWPC, ressaltou que warnings foram emitidos para orientar redes de satélite e agências envolvidas. O objetivo é reduzir riscos durante o evento, previsto para a noite de segunda-feira (19) e início da terça (20).
Pelo menos uma parte do efeito esperado envolve a possibilidade de auroras visíveis em áreas incomuns, aumentando o interesse público na observação noturna. Observatórios e serviços de monitoramento devem manter atualizações frequentes.
Fora do público em geral, os efeitos sobre astronautas são avaliados com especial cuidado. Durante tempestades solares anteriores, houve deslocamento para áreas mais protegidas nas estações espaciais, conforme relatos de operações da NASA e agências associadas.
Níveis elevados de radiação representam risco para satélites utilizados em comunicação e navegação. Em maio de 2024, interrupções pontuais em GPS agrícola foram registradas por fabricantes como exemplo dos impactos possíveis.
Ainda que haja expectativa de medidas técnicas por parte das operadoras de satélite durante a noite, especialistas opinam que impactos generalizados ao público são improváveis. A análise é do físico Ryan French, do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder.
Impactos previstos
- Ações de mitigação devem envolver ajustes operacionais de satélites e orbital management.
- Não se espera queda generalizada de serviços para usuários comuns, mas falhas localizadas podem ocorrer.
- Acompanhamento de atualizações é recomendado para setores dependentes de GPS e telecomunicações.
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