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Vigilância e ICE afastam pacientes de atendimento médico, aponta relatório

Relatório da EPIC aponta que vigilância digital e corretores de dados, com o Immigration and Customs Enforcement (ICE), afastam pacientes do cuidado médico

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  • O relatório da Electronic Privacy Information Center (EPIC) alerta para uma crise de privacidade de saúde nos EUA, causada por vigilância digital, leis de privacidade fracas e sistemas digitais em expansão.
  • Brokers de dados e vigilância de publicidade, aliados à aplicação da lei de imigração, estariam impulsionando a compra, agregação e venda de dados de saúde sem consentimento.
  • Dados de saúde são coletados fora de ambientes médicos, por meio de apps, sites e rastreamento de localização, e podem ser usados para anúncios, avaliação de risco de seguros ou vigilância governamental.
  • Exemplos citados incluem o uso de ecossistemas de anúncios do Google para segmentação baseada em indicadores de saúde sensíveis e a transferência de dados de pacientes para o Facebook via Meta Pixel em sites de hospitais.
  • As consequências apontadas incluem maior risco de rotulagem, discriminação e custos mais elevados, além de deter pessoas de buscar atendimento médico, destacando a necessidade de leis federais de proteção de dados mais fortes.

O EPIC (Electronic Privacy Information Center) divulgou um relatório que aponta uma crise de privacidade na saúde nos EUA, causada por vigilância digital, corretoras de dados e execução de políticas de imigração. A análise, publicada em janeiro de 2026, sustenta que leis de privacidade desatualizadas não acompanham sistemas digitais em rápida expansão.

O estudo afirma que dados de saúde são coletados, compartilhados e usados fora do ambiente clínico, com consequências para pacientes. Segundo EPIC, a falta de uma lei federal de proteção de dados facilita a venda e a reutilização de informações sensíveis sem consentimento.

Conforme o relatório, o comércio de dados médicos é um motor central da crise. Corretores compram, agregam e revendem informações que revelam diagnósticos, tratamentos e visitas a unidades de saúde, muitas vezes obtidas fora de consultórios.

Esses dados podem ser usados para publicidade, avaliação de risco por seguradoras ou vigilância governamental, sem que o paciente tenha controle. A disseminação ocorre em plataformas digitais, apps e buscas on-line, dificultando a recuperação de dados.

Especialistas citados no estudo destacam que volumes significativos de dados são repassados a terceiros, com pouca transparência ou consentimento informado. O relatório cita impactos como discriminação e elevação de custos de atendimento.

Entre exemplos citados, o relatório aponta que o ecossistema de anúncios do Google já permitiu segmentação baseada em indicadores de saúde sensíveis, apesar de regras internas da empresa. A prática envolve centenas de milhões de dispositivos.

Outra investigação mencionada envolve hospitais de peso nacional. Relatórios apontam que sites de hospitais enviavam informações sensíveis a Facebook por meio do Meta Pixel, incluindo termos de busca relacionados à saúde.

A EPIC afirma que grandes empresas de tecnologia são protagonistas da crise, inserindo ferramentas de vigilância em ecossistemas de saúde, publicidade e dados. Segundo o grupo, tais ações têm consequências para a saúde pública.

Sara Geoghegan, conselheira sênior da EPIC, afirma que a privacidade de dados de saúde está fragilizada, levando a atrasos no cuidado, aumentos de custos e maior exposição a intrusão governamental.

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