- Investigadores franceses analisam a morte de dois bebês que consumiram fórmulas infantis sujeitas a recall preventivo no início deste mês.
- Um dos óbitos ocorreu na cidade de pessac, no sudoeste da França, envolvendo leite em pó Guigoz da Nestlé; a investigação sobre a causa continua.
- O ministério da saúde afirmou não haver evidência até o momento de que as mortes estejam ligadas aos produtos de fórmula.
- Lactalis e Nestlé recallaram lotes de fórmula infantil em vários países por possível contaminação com cereulídeo, uma toxina que pode causar náusea e vômito.
- A investigação está sendo conduzida pelas autoridades judiciais competentes; não há confirmação de ligação causal até agora.
France investiga relação entre duas mortes de bebês e fórmula infantil
Paris, 23 jan (Reuters) – Investigadores franceses avaliam se as mortes de dois bebês estão associadas a fórmulas infantis incluídas em recalls preventivos, segundo o Ministério da Saúde. Não há evidência até o momento de conexão causal.
Um dos casos ocorreu em Pessac, no sudoeste francês, onde a criança consumiu leite em pó Guigoz, da Nestlé. A investigação sobre a possível causa permanece em andamento, informou o Ministério Público de Bordeaux.
Até agora, não há indícios de que as mortes estejam vinculadas aos produtos. Nestlé afirmou que acompanha as investigações e, em nota, disse que nada aponta para relação com seus produtos. Lactalis, por sua vez, não recebeu relatos até o momento.
Recall envolve produtos de Lactalis e Nestlé em várias nações
A Lactalis, grupo francês privado, recallou leite infantil em 18 países; a Nestlé, em dezenas. A Danone bloqueou um lote específico para o mercado de Singapura. Todas as ações foram tomadas de forma precaucional, segundo as empresas.
As ações ocorreram após preocupações com possível contaminação por cereolídeo, uma toxina que pode causar náusea e vômito, causada por contaminação em alguns lotes. As empresas destacaram que o recall é preventivo.
Analises continuam, e as autoridades trabalham com promotores públicos
O Ministério da Agricultura informou que os resultados de uma primeira diligência devem sair nos próximos 10 dias. Investigações apontam para um óleo rico em ácido araquidônico, produzido por fornecedor chinês, como possível fonte da contaminação em algumas fórmulas.
Os fatos estão sendo acompanhados pelos promotores públicos das regiões envolvidas, que já atuam para apurar a relação entre as mortes e os lotes de fórmula. Até o momento, não houve confirmação de causalidade.
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