- Grupos de saúde entraram com ação contra a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) questionando a aprovação do inseticida à base de isocicloseram, classificado como PFAS.
- Pesquisas de indústria apontaram que o produto pode reduzir o tamanho testicular, diminuir a contagem de espermatozoides e prejudicar o fígado em ratos.
- Defensores dizem que os riscos para crianças e fetos em desenvolvimento não foram devidamente considerados na avaliação de segurança.
- Acusações apontam que a avaliação de risco foi influenciada por interesses da indústria e que há pouca revisão independente.
- O PFAS é uma classe de milhares de substâncias usadas para conferir resistência a água e calor; há preocupações sobre impactos em vida selvagem e polinizadores.
Public health groups entraram com uma ação contra a Agência de Proteção Ambiental (EPA) nos EUA. O alvo é a aprovação de um inseticida à base de isocycloseram, usado em culturas alimentares, classificado como PFAS ou química eterna. A ação sustenta que os riscos não foram avaliados adequadamente.
Segundo a Center for Biological Diversity, autora da ação, a EPA não considerou impactos adversos a crianças e fetos em desenvolvimento na avaliação de segurança do pesticida. O grupo aponta falhas no processo de risco humano e na proteção a menores.
A agência afirma que não comenta sobre litígios em andamento, mas mantém que atua para proteger a saúde pública. Entidades ambientais destacam que PFAS persistem no ambiente e podem afetar várias espécies, incluindo abelhas e animais silvestres.
Contexto técnico
Relatórios citados na ação indicam que a avaliação de risco humano apontou redução do tamanho testicular e danos ao fígado em ratos expostos ao inseticida. Também há estudos australianos que teriam encontrado deformações ósseas em ratos fetais.
A disputa envolve críticas a como o escritório de segurança química da EPA conduz decisões regulatórias. Os grupos alegam que o processo depende excessivamente de dados da indústria, com pouca revisão independente.
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