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Bunnings acusado de greenwashing madeira por fornecedor com desmatamento ilegal

TWS acusa Bunnings de greenwashing em madeira ligada à Corporação Florestal de New South Wales e solicita apuração da ACCC

The Wilderness Society has asked the ACCC to investigate Bunnings as it may be selling unlawfully logged timber, despite its policies and websites promoting responsible sourcing.
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  • A The Wilderness Society pediu à Australian Competition and Consumer Commission que investigue a Bunnings por suposta “greenwashing” de madeira, alegando possível madeira ilegamente obtida da NSW Forestry Corporation.
  • A denúncia questiona se as mensagens de sourcing responsável da Bunnings poderiam tornar a madeira “parecer menos danosa” ao meio ambiente do que é na prática.
  • A ACCC confirmou o recebimento da queixa e disse que será avaliada conforme a política de conformidade e fiscalização.
  • A NSW Forestry Corporation já foi condenada por mais de uma dezena de infrações ambientais e enfrenta novas acusações, levantando preocupações sobre a cadeia de suprimentos de madeira.
  • A Bunnings afirma exigir madeira proveniente de operações florestais conformes e certificados pelo Forest Stewardship Council (FSC) ou pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC); a NSW Forestry Corporation afirma seguir regulamentação rigorosa e auditorias regulares.

A Wilderness Society enviou uma queixa ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica da Austrália (ACCC) contra a rede de materiais de construção Bunnings. A ONG acusa a loja de potencial greenwashing ao vender madeira supostamente ilegal, originária de operações da NSW Forestry Corporation. A denúncia foi apresentada após a organização levantar suspeitas sobre o risco de fornecimento por terceiros.

Segundo a TWS, a NSW Forestry Corporation acumula condenações por infrações ambientais e pode ter madeiras envolvidas em atividades ilegais chegando às prateleiras da Bunnings via fornecedores terceiros. A entidade afirma que as alegações de origem responsável da Bunnings podem ser enganosas se a madeira realmente for de madeira nativa associada a violações.

A ACCC confirmou o recebimento da queixa e informou que o caso será avaliado conforme sua política de conformidade e fiscalização. O porta-voz enfatizou que a agência não comenta relatos nem investigações em curso.

Ações da TWS destacam que clientes podem pagar por madeira proveniente de habitats de espécies sensíveis. Victoria Jack, gerente de campanhas de NSW da TWS, afirmou que a madeira pode ter origem de operações que afetam hábitats de animais nativos, o que reforça preocupações sobre a cadeia de fornecimento.

A Bunnings afirmou manter práticas de compra responsáveis, com madeira que tenha origem em operações florestais compatíveis com certificações. A rede informou que exige madeira de florestas certificadas pelo FSC ou PEFC e que a NSW Forestry Corporation atende a esse requisito.

Mudanças de tema: Contexto regulatório e avaliação pública

A NSW Forestry Corporation já foi alvo de críticas e investigações por supostas infrações ambientais. Emjaw, a autoridade ambiental de NSW informou que não houve apreensão de madeira ligada a supostas infrações para evitar a entrada no mercado. A entidade mantém certificação de manejo florestal sob o programa Responsible Wood, vinculado ao PEFC.

Especialistas ouvidos pela mídia destacam a gravidade do cenário, que envolve um fornecedor governamental de insumos com histórico de acusações ambientais. Pesquisadores ressaltam a necessidade de mecanismos que tornem claras as origens da madeira e garantam ausência de material ilegal.

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