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Recife artificial de cubos e azulejos aumenta a vida marinha

Recife artificial com cubos e painéis vivos amplia biodiversidade marinha em Shoreham Port, criando laboratório vivo público

Port director of engineering Brian Rousell said the project was already showing positive signs
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  • O porto de Shoreham, em West Sussex, lançou o projeto Southwick Reef, com recifes artificiais de cubos, poços rochosos verticais e painéis de parede marinha, nesta semana.
  • Foram instalados mais de cem painéis de parede viva, cerca de 25 poços rochosos e duas opções de tamanho de cubos de recife, conforme o diretor de engenharia, Brian Rousell.
  • Cubos grandes, poços verticais e painéis de parede marítima estão atraindo algas; ele afirma que a vida marinha já está aumentando no local.
  • Segundo Rousell, defesas litorâneas feitas de concreto e aço não oferecem habitat para a fauna, e as estruturas artificiais criam refúgio e textura para a vida marinha.
  • A Universidade de Brighton vai monitorar a biodiversidade com um pesquisador de doutorado; o projeto, de interesse público, deve funcionar como laboratório vivo para escolas, universidades e famílias locais.

O Shoreham Port, em West Sussex, sediou o lançamento do projeto Southwick Reef, uma barreira artificial que visa ampliar a vida marinha na área portuária. O complexo de recifes artificiais inclui cubos grandes, piscinas verticais rochosas e placas de concreto para o muro de contenção, instalados ao longo do dique público. A iniciativa começou a ser viabilizada publicamente na quarta-feira.

Segundo o diretor de engenharia do porto, Brian Rousell, alguns cubos de recife já estão no local há cerca de 12 semanas e já estão servindo de suporte para algas. As placas do muro vivo, instaladas há apenas algumas semanas, devem apresentar resultados semelhantes, à medida que o ecossistema se adapta aos novos minúsculos refúgios criados pela estrutura.

O projeto descreve-se como pioneiro por unir diferentes elementos artificiais: mais de 100 painéis de muro vivo, cerca de 25 piscinas rochosas e dois tamanhos de cubos de recife. Rousell afirma que as defesas costeiras convencionais, feitas de concreto liso e aço, não oferecem pontos de挂anho para a vida marinha, ao contrário das novas estruturas.

Tom Willis, chefe-executivo do porto, reforça que o empreendimento pode ser o maior muro vivo do Reino Unido e espera um aumento da biodiversidade ao longo do tempo, com a interação das marés. O monitoramento será conduzido por um pesquisador de PhD da Universidade de Brighton, que já realizou estudos de referência antes da instalação para acompanhar as mudanças na biodiversidade.

A pesquisadora Mica Bobsin, presente no lançamento, enfatizou a importância de renovar e re-habitar o ecossistema costeiro após danos causados por atividades humanas. Ela destacou que o projeto oferece um “laboratório vivo” acessível ao público, com escolas, universidades e famílias podendo observar de perto as mudanças no ecossistema marinho.

Willis aponta ainda que o acesso público é um diferencial, permitindo atividades educativas e de enriquecimento ambiental. A expectativa é de que, com a maré, as estruturas se convertam em um espaço de aprendizado contínuo, além de melhoria ambiental local.

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