- MIT desenvolveu um sistema ultrassônico portátil com sonda e placa de processamento, menor que um smartphone, para uso em casa ou em consultórios.
- O conjunto permite criar imagens 3D em tempo real ao conectar a um laptop, com alcance de dois ou três pontos para cobrir toda a mama.
- O protótipo consome pouca energia, pode ser alimentado por 5V DC e custar cerca de $300 para a placa de processamento.
- Em teste com uma mulher de 71 anos, o sistema conseguiu visualizar quistos e gerar imagem 3D sem lacunas, com profundidade de até 15 centímetros.
- Pesquisadores planejam ampliar a avaliação clínica, fabricar versões ainda menores, integrar a um smartphone e desenvolver aplicativo com IA para orientar a posição da sonda.
A equipe do MIT desenvolveu um sistema de ultrassom miniaturizado que pode facilitar ultrassons de mama com maior frequência. O dispositivo pode ser usado em casa ou em consultórios para monitorar pessoas com alto risco de câncer de mama.
O sistema combina uma sonda de ultrassom pequena com um módulo de aquisição e processamento; o conjunto fica pouco maior que um smartphone. Conectado a um laptop, ele reconstrói imagens 3D em tempo real.
Segundo Canan Dagdeviren, professora associada do MIT, o formato compacto pode ampliar o acesso em zonas rurais ou com barreiras tecnológicas, aumentando as possibilidades de detecção precoce.
Colin Marcus PhD ’25 e Md Osman Goni Nayeem, ex-pstime do MIT, são os autores principais do estudo publicado na Advanced Healthcare Materials. Demais coautores incluem estudantes e pesquisadores do MIT e do MGH.
Desempenho e alcance
A nova versão usa um arranjo de transdutores ultrassônicos disposto em formato de quadrado, permitindo imagens 3D da mama a partir de duas ou três posições. O sistema opera com consumo de energia reduzido.
O conjunto funciona com uma placa-mãe de processamento, de custo estimado de 300 dólares, que se conecta a laptops para visualizar as imagens. O protótipo é alimentado por 5V DC.
Aplicações clínicas
A equipe já testou o dispositivo em uma voluntária de 71 anos com histórico de cistos mamários, obtendo imagens 3D completas sem lacunas. A tecnologia pode detectar nódulos em estágios iniciais, quando a taxa de sobrevida é mais alta.
Pesquisadores já avaliam ampliar os testes em ensaio clínico maior no MIT Center for Clinical and Translational Research e no Massachusetts General Hospital. Futuras versões devem ficar ainda menores.
Perspectivas e financiamento
Os desenvolvedores trabalham na versão com processamento ainda menor, do tamanho de uma unha, conectável a um smartphone para exibir imagens. Também planejam um app com IA para orientar o posicionamento da sonda.
A pesquisa recebeu apoio de NSF CAREER, 3M, Lyda Hill Foundation e MIT Media Lab Consortium. Dagdeviren sinaliza experiência para a criação de uma empresa para comercialização.
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