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Estudo explica por que o mesmo resfriado afeta pessoas de formas diferentes

Rapidez da resposta de interferon no nariz determina gravidade do resfriado e risco de inflamação, aponta estudo de Yale

Fotografia de um homem deitado na cama com lenços, xícara de chá, spray nasal e comprimidos.
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  • Um estudo da Yale investigou o rinovírus e mostrou que a rapidez da resposta interferon nas células do nariz determina a gravidade do resfriado.
  • Em condições normais, menos de 2% das células ficam infectadas; ao bloquear a resposta inicial, cerca de 30% das células ficam infectadas e há inflamação intensa.
  • A pesquisa utilizou modelos de tecido nasal cultivado e sequenciamento de RNA de célula única para mapear genes de defesa e respostas inflamatórias.
  • Os resultados ajudam a entender por que o resfriado pode desencadear crises de asma e piora de doenças respiratórias crônicas.
  • Ainda não está claro por que a resposta ao interferon é mais fraca em algumas pessoas; fatores genéticos, histórico de infecções e microbiota respiratória podem contribuir.

Um estudo publicado na Cell Press Blue aponta por que o mesmo resfriado pode apresentar gravidade diferente entre pessoas. O foco é a rapidez da resposta imunológica no nariz logo nas primeiras horas da infecção pelo rinovírus, principal causador do resfriado.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Yale conduziram experimentos com células nasais humanas cultivadas que evoluíram para um mosaico semelhante ao revestimento interno do nariz. A ideia foi observar como a resposta ao interferon, parte da imunidade inata, influencia a disseminação do vírus.

Em condições normais, com o mecanismo ativo, menos de 2% das células se infectam. Ao bloquear artificialmente essa resposta inicial, cerca de 30% das células passaram a abrigar o rinovírus, acompanhadas de inflamação intensa e produção excessiva de muco.

Os cientistas rastrearam, com sequenciamento de RNA de célula única, quais genes de defesa se acendiam e quais células eram infectadas. O estudo mostrou como células vizinhas, ainda não infectadas, respondem aos sinais inflamatórios.

A pesquisa reforça a ideia de que a gravidade do resfriado não depende apenas do vírus, mas da velocidade da resposta do organismo. O interferon atua como um alarme que freia a replicação viral, ainda que não elimine o invasor.

Os resultados ajudam a entender por que o rinovírus é um gatilho comum de crises de asma e de doenças respiratórias crônicas, como DPOC. Eles известam a relação entre inflamação e produção de muco nas vias aéreas.

Ainda não está claro por que a resposta ao interferon é mais fraca em algumas pessoas. O estudo simulou vulnerabilidade ao interromper o mecanismo, mas na vida real já se sabe que indivíduos com asma ou DPOC costumam apresentar essa resposta menos eficiente.

A pesquisadora sênior Ellen Foxman destacou que a pergunta sobre o que causa essa fragilidade ainda não tem resposta definitiva. O próximo passo envolve investigar fatores genéticos, alterações do epitélio respiratório e a influência de bactérias presentes nas vias aéreas.

Especialistas ressaltam que diferenças individuais resultam de múltiplos fatores, incluindo histórico de infecções anteriores e condições inflamatórias prévias. O estudo, embora inicial, avança na compreensão do que ocorre no nariz imediatamente após a entrada do vírus.

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